A REBELIÃO DOS BÁRBAROS

Armínio interpretado por Tom Hopper

Homens da tribo de físico brutal: barbudos, de pele clara e vestidos rudemente em peles de lobo. Nascido na Germânia por volta de 18 a.C., Armínio e seu irmão Flavus eram os herdeiros de uma família querusca de alto escalão. Assim como muitas tribos germânicas, a guerra era um estilo de vida para os queruscos, mas após a derrota da tribo, ambos os rapazes foram enviados a Roma como reféns, com o objetivo de romanizar os bárbaros. Em Roma, eles foram educados, treinados como soldados e ganharam a cidadania romana. Armínio ascendeu na hierarquia da família, lutando em campanhas pelas províncias orientais e acabou sendo promovido à elite, a Ordem Equestre, o grupo mais elevado de Roma, junto com o Senado.

Por volta de 7 d.C., Armínio foi enviado de volta à sua terra natal, na Germânia, para ajudar a manter a paz. Lá, ele encontrou o seu povo altamente tributado pelo governador romano Varo e tratado como escravo. Não demorou muito para que ele começasse a pensar em rebelião, mas, contando com a lealdade de ambos os lados, Armínio teria que agir com cautela. Secretamente, ele reuniu o apoio de tribos vizinhas com o objetivo de formar uma coalisão germânica para se levantar contra os ocupantes. Armínio tinha a vantagem de conhecer os pontos fortes e fracos do exército romano, mas isso não seria suficiente para enfrentar uma legião de soldados treinados. Ele precisava de um plano mais inteligente; o que se seguiu foi uma traição que mudou completamente o jogo para Roma e Germânia.

 

Armínio e seus aliados planejaram uma emboscada que daria aos bárbaros uma vantagem contra as legiões que os ultrapassavam numericamente. Na Batalha da Floresta de Teutoburgo (9 d.C.), as táticas de guerrilha de Armínio pegaram Roma desprevenida. Foi uma das derrotas mais humilhantes para Roma e mudou a maré da rebelião bárbara e secular contra Roma, que se espalhava pela Europa. Após a batalha, Armínio se tornou o líder dos queruscos e voltou à vida de um verdadeiro germânico. Mas os romanos queriam vingança. O grande general Germânico e o próprio irmão de Armínio, Flavus, perseguiram-no pelas florestas da Germânia por mais de dois anos. Uma série de confrontos sangrentos não teve consequências. Foi então que a esposa de Armínio, Thusnelda, foi raptada. Enfurecido, Armínio levou seus soldados ao rio Weser, onde os exércitos adversários haviam se preparado para uma batalha campal.

 

No conflito que se seguiu, Armínio foi ferido. Percebendo que era alvejado, ele espalhou o sangue de sua ferida pelo seu rosto, mascarando sua aparência, e recuou para um terreno mais elevado. Com Armínio em retirada, os romanos haviam ganhado. Muitos germânicos foram mortos e outros tentaram fugir nadando pelo rio.

 

 

Essa derrota marcou o fim da rebelião de Armínio e, aos 39 anos, ele foi assassinado e traído por um membro de sua própria família.