Brian May

Brian May

Brian May nasceu em 19 de julho de 1947, em Hampton, na Inglaterra. Em 1971, ele caiu na estrada com sua banda, o Queen, tocando com sua guitarra feita em casa, a “Red Special”. Em 1973, o Queen lançou seu disco homônimo de estreia e, nos anos seguintes, ficaria mundialmente conhecido por grandes sucessos como “We Will Rock You”, “Bohemian Rhapsody”, “Radio Ga Ga”, entre muitos outros. Em 1991, o cantor Freddie Mercury morreu em consequência da AIDS. Em 2005, May e Roger Taylor, outro membro original do Queen, juntaram-se para fazer uma nova versão da banda e uma turnê com o cantor Paul Rodgers.

Brian Harold May nasceu em 19 de julho de 1947, em Hampton, Middlesex, na Inglaterra, de Ruth e Harold May. Um adolescente criativo, Brian, com a ajuda de seu pai, construiu sua própria guitarra caseira, chamada “The Red Special”. O instrumento, que foi feito de materiais improvisados, como lenha, e tocada com uma moeda como palheta, figuraria como destaque na carreira musical de Brian. Ele foi educado na Hampton Grammar School. Depois de se formar, matriculou-se no curso de astrofísica na London Imperial College, através da qual ele obteve seu bacharelado em Ciência. Enquanto estudava na Imperial College, Brian formou uma banda de rock chamada Smile, e sua paixão por música logo ultrapassou seu interesse por astrofísica. Em 1971, Brian desistiu do seu doutorado para cair na estrada com seu grupo, renomeado de Queen – um nome que se tornaria lendário no mundo do rock ‘n’ roll. Ele atuava como guitarrista, vocalista e compositor eventual. O cantor principal da banda, Freddie Mercury, também tocava piano. John Deacon era o baixista e Roger Taylor tocava bateria e cantava.

Em 1973, após assinar com a EMI Records, o Queen lançou o seu primeiro e homônimo LP de estreia, que foi disco de ouro. Com sua sonoridade original e única, o grupo ganhou fãs tanto no Reino Unido quanto nos EUA. Em 1974, foram lançados mais dois álbuns de sucesso: “Queen II” e “Sheer Heart Attack”. O segundo foi um best-seller e continha o single que entrou para o top 10 “Killer Queen”. O ano seguinte brindou mais sucessos para Brian e sua banda: o Queen teve o seu primeiro número 1 na América com o LP “A Night at the Opera”, que incluía duas baladas compostas pelo guitarrista: “39” e “The Prophet’s Song”. O álbum também deu origem a um dos hits mais conhecidos do Queen – a ópera-rock “Bohemian Rhapsody”, com um solo antológico e triplicado (gravado em três camadas no estúdio) de Brian em sua “Red Special”. Naquele mesmo ano, o Queen começou uma turnê mundial.

Enquanto gravava os discos do Queen, Brian aplicava seu conhecimento de física no estúdio. Incorporando conceitos de ondas sonoras, ele criou ecos que amplificaram os efeitos de palmas e pisoteados nas músicas, criando uma ilusão de que os sons vinham de uma grande multidão. Com “We Will Rock You”, de 1977, Brian se esforçou para criar um hino que inspirasse a participação e união do público. E a música conseguiu alcançar seu efeito, com as multidões pisando, entoando e batendo palmas em sincronia. Em 1985, a banda havia chegado ao auge de sua forma e começou a decair em popularidade. No entanto, foi neste ano que eles presentearam o público brasileiro com um show inesquecível, no primeiro Rock in Rio.

O Queen continuou lançando discos de platina até que uma tragédia abateu Brian e a banda em 1991, quando o cantor Freddie Mercury morreu em decorrência da AIDS. Na esteira da morte de Mercury, Brian e a banda criaram o Mercury Phoenix Trust, uma instituição beneficente para portadores do vírus HIV. Em 2005, Brian e Roger Taylor se reuniram para uma turnê com Paul Rodgers, ex-Free e Bad Company, nos vocais. Eles lançaram um álbum de estúdio, “Cosmo Rocks”, em 2008. Em 2012, Brian e Roger voltaram aos palcos – dessa vez com Adam Lambert, revelado pelo American Idol, nos vocais.

Brian May tem um filho, Jimmy, e duas filhas, Louisa e Emily, com sua esposa Chrissie Mullen, com quem ele casou em 1974. Além de sua carreira musical, Brian tem mantido um interesse permanente em astrofísica. Em 2008, ele voltou a estudar para fazer seu doutorado. Brian também é um colecionador ávido de fotografia estereoscópica.

 


Imagem: Eddie Mallin [CC BY-SA 2.0], via Wikimedia Commons