GUERRAS MUNIDAIS

Ferdinand Foch

Ferdinand Foch foi o comandante-chefe dos exércitos aliados na Primeira Guerra Mundial. Além disso, teve a honra de ser nomeado marechal de campo francês, britânico e polonês. Ele nasceu em 2 de outubro de 1851, em Tarber, na França. Com 21 anos se alistou na infantaria francesa, combatendo na guerra franco-prussiana. Um ano depois, ingressou na academia militar francesa, onde se tornou professor da Escola de Guerra. A partir dali, contribuiu para elaborar a doutrina militar que a França seguiria na Primeira Guerra Mundial, à qual se pode ter acesso em duas obras de sua autoria: “Os Princípios da Guerra” (1903) e “A Condução da Guerra” (1904).

Com a eclosão da Grande Guerra, Foch ficou no comando do exército em Lorena, fracassando na primeira ofensiva francesa no território germânico. Seu primeiro êxito ocorreu na Batalha do Marne, em 1914, quando conseguiu frear o avanço alemão sobre Paris. Depois conduziu as contra-ofensivas de 1915, apesar de não ter conseguido ultrapassar a frente alemã.

Em 1917, ocorreram revezamentos na direção militar francesa que colocaram Foch no comando do Alto Estado-Maior. Por sua vez, ocupou o cargo de conselheiro militar do governo. Como consequência da revolução bolchevique, nesse mesmo ano, a frente oriental foi dissolvida pela retirada russa, o que permitiu que ele coordenasse e fortalecesse a frente ocidental. Em 1918, os alemães lançaram um ataque poderoso sobre Amiens e, por causa disto, os aliados decidiram nomeá-lo como chefe dos exércitos aliados. Nessa posição, Foch deteve o ataque alemão e conduziu a contra-ofensiva que acabou causando o início do desmoronamento germânico. Foi ele quem assinou, então, o Armistício de Compiègne.

Após o Tratado de Versalhes, Foch expressou seu descontentamento ao dizer que aquele não era um tratado de paz, mas um armistício de vinte anos – a história lhe daria razão.

Considerado um dos principais artífices da vitória aliada na Primeira Guerra Mundial, Foch foi condecorado com a nomeação de marechal, mantendo-se assessor militar do governo francês até morrer, em 1929. Após seu falecimento, o porta-aviões FS Foch foi batizado em sua homenagem.