GUERRAS MUNIDAIS

Georges B. Clemenceau

George Benjamin Clemenceau foi o ministro de guerra francês na Primeira Guerra Mundial e fez parte do Conselho dos Quatro, na Conferência de Paz de Paris. Ele nasceu em 28 de setembro de 1841, em Mouilleron-en-Pareds, na França. Filho de uma tradicional família republicana, opositora ferrenha das monarquias de Carlos X, Luís Filipe I e Napoleão III, Clemenceau herdou as inclinações políticas de seus progenitores. Ele estudou medicina e, em seguida, viveu cinco anos nos Estados Unidos, exercendo a atividade de professor.

Em 1879, Clemenceau iniciou sua carreira política, ocupando o cargo de prefeito do distrito XVIII de Paris. Em seguida, tornou-se deputado, representando os republicanos radicais. Desde esse momento, lutou pela anistia dos comunardos, a separação da Igreja e do Estado e se posicionou contra a política colonial francesa. Nos próximos anos, teve uma vida política com intermitências, na qual, aos poucos, foi desenvolvendo a mão de ferro com que marcaria suas políticas.

Com a eclosão da Primeira Guerra Mundial, Clemenceau ocupou uma posição chave em seu desenrolar. Esteve a cargo do ministério de guerra francês e também foi chefe de conselho. Durante sua gestão, devolveu a confiança do povo nas instituições republicanas. Ele perseguiu os pacifistas e a imprensa derrotista, mas sem precisar recorrer à censura. Um dos mecanismos para enfrentar os opositores da guerra foi visitar a frente com certa frequência, angariando, por sua vez, uma grande popularidade dentro das forças e do povo francês.

Talvez o papel de maior destaque em sua carreira política tenha sido durante a Conferência de Paz de Paris, em 1919. Ele fez parte do Conselho dos Quatro, ao lado de Lloyd George, Emannuele Orlando e Woodrow Wilson. No Tratado de Versalhes, foi ele quem teve a posição mais severa contra a Alemanha. Clemenceau tinha intenções de castigar o país germânico – posição que se opunha às opiniões do presidente dos Estados Unidos e do primeiro-ministro britânico Lloyd George, que conseguiram evitar que os métodos de Clemenceau fossem consumados em sua totalidade. Após a assinatura do tratado, ele reiterou sua posição de que a Alemanha foi tratada de forma muito branda. Por isso, vários historiadores o consideram, parcialmente, responsável pelos erros do Tratado. Clemenceau faleceu em Paris, no dia 24 de novembro de 1929, aos 88 anos.