A BÍBLIA

João Batista

Nascido na Judeia, sua história começa a ser contada no primeiro capítulo do livro de Lucas, que narra desde a sua concepção, nascimento, vida; até chegar às suas pregações e morte. Segundo a Bíblia, João era filho de Zacarias e de Isabel, uma mulher estéril, que juntamente com Maria, mãe de Jesus, receberam a graça divina através do anjo Gabriel. Uma vez que seu pai era um sacerdote e sua mãe pertencia a uma sociedade chamada "as filhas de Araão”, sua educação foi fortemente influenciada pelas ações religiosas e pela vida no templo.

De acordo com a educação judaica, aos 6 anos de idade, todos os meninos devem iniciar a sua aprendizagem "escolar". Porém, em Judá não existia escola, então, seus pais que teriam o instruído.

Aos 14 anos, por conta de outra tradição judia, João foi levado a Engedi (atual Qumram) com o objetivo de ser iniciado na educação nazarita, que incluía, entre outras  atitudes, a de abster-se de bebidas intoxicantes, deixar o cabelo crescer e não tocar nos mortos. Quando seu pai, Zacarias, faleceu, João teria pouco mais de 18 anos e viveu uma época de grande embaraço, pois o voto nazarita o proibia de ter contato com os mortos, ainda que da própria família. Com a morte do pai, João passou a sustentar Isabel, sua mãe, e isso fez com que mudassem de Judá para Hebrom, local em que iniciou uma vida de profecias e pregações, juntando-se  às dezenas de grupos que perambulavam por aquela região.

Isabel faleceu no ano 22.d.C e foi sepultada em Hebrom. Após sua morte, João ofereceu todos os seus bens à irmandade nazarita e aliviou-se de todas as responsabilidades sociais, dando início ao seu “objetivo de vida”: pregar aos gentios e admoestar os judeus, anunciando a proximidade de um “Messias”.

Em uma de suas histórias, a Bíblia conta que João realizava batismos quando Jesus, seu primo, se aproximou, às margem do rio Jordão. A síntese bíblica do acontecimento é resumida, mas denota alguns fatores fundamentais no sentimento da experiência de João. Nesta altura João encontrava-se no auge das suas pregações e teria cerca de 30 discípulos.

João é considerado, principalmente pelos cristãos ortodoxos, como o "precursor" do prometido Messias, Jesus. É venerado também como messias pelo mandeísmo, e os muçulmanos o consideram como um dos grandes profetas do Islão.

O apelido de "Baptista" se deu pelo fato de João realizar o batismo de penitência (Lucas 3:3) onde batizou muitos judeus e introduziu a cerimônia de conversão dos gentios nos rituais judaicos, que mais tarde foram adaptados pelo cristianismo.

Numa pequena aldeia de nome “Adão” João pregou a respeito “daquele que viria”. Nessa aldeia, João acusou Herodes e repreendeu-o no seu discurso, o que resultou em sua prisão, cuja pena capital foi sua decapitação, alguns meses mais tarde.

O aprisionamento de João ocorreu na Pereia, a mando do Rei Herodes Antipas I no 6º mês do ano 26 d.C.. Ele foi levado para a fortaleza de Macaeros (Maqueronte), mantido por dez meses até o dia de sua morte. Herodias, esposa de Antipas, por intermédio de sua filha, tradicionalmente chamada de Salomé, conseguiu coagir o Rei na morte de João, e a sua cabeça foi-lhe entregue numa bandeja de prata.

Os discípulos de João trataram do sepultamento do seu corpo e, de anunciar a sua morte ao seu primo, Jesus.

A Igreja celebra-o desde os primeiros séculos do cristianismo, cujo nascimento é comemorado no dia 24 de Junho e o martírio no dia 29 de Agosto. O seu nascimento é celebrado pelo povo com grande júbilo: cantos e danças folclóricas, fogueiras e quermesses fazem da sua festa uma das mais populares do Brasil.