A BÍBLIA

Maria

Israelita de Nazaré, Maria, foi esposa de José, e teria vivido na Galileia no final do século 1 a.C. e início do século 1 d.C.. De acordo com Lucas (1:32), Maria era da tribo de Judá e da linhagem de Davi.

Uma das figuras centrais do cristianismo, seu nome aparece no Novo Testamento cerca de vinte vezes, e o relato de sua vida começa no Livro Lucas (1:26), quando o anjo Gabriel aparece à ela e anuncia que Deus a escolheu para ser a mãe de Jesus. Em todas as culturas cristãs, seu nome é presente.

A Bíblia registra o papel de Maria em eventos importantes da vida de Jesus. Ela é considerada pelos cristãos como a primeira adepta do cristianismo.

Foi a protagonista de um nascimento virginal, uma história muito poderosa que explica a teoria religiosa de que Jesus é o filho de Deus desde o momento de sua concepção.

Há uma diversidade significativa nas crenças e práticas devocionais em seu nome, que variam e geram muitas controvérsias entre as tradições cristãs ao longo dos séculos.
Tais controvérsias abrangem, por exemplo, o fato de ela ser ou não uma virgem após dar a luz a Jesus. O catolicismo Romano e a Ortodoxia Oriental ensinam que Maria não era apenas uma virgem antes que ela deu à luz a Jesus, mas que ela permaneceu virgem toda a sua vida. Alguns protestantes também têm essa visão, incluindo Lutero, Zwinglio e Calvino, mas os protestantes mais modernos acreditam que mais tarde ela teve outros filhos com José, pois a Bíblia fala de irmãos e irmãs de Jesus.

As diversidades continuam, e outro bom exemplo, são as datas dedicadas a ela; enquanto a Igreja Católica celebra a Festa da Assunção em 15 de agosto, alguns católicos orientais celebram a Dormição da Theotokos em 28 de Agosto. A Igreja Ortodoxa também celebra a Dormição da Theotokos, uma de suas doze grandes festas. Os protestantes por exemplo, não celebram estas ou quaisquer outras festas marianas.

Maria ou "Maryam", como no Alcorão, aparece mais do que em todo o Novo Testamento, ela desfruta de uma posição singularmente distinta e honrada entre as mulheres no Alcorão. Mais um bom exemplo interessante de tais diferenças culturais é que, enquanto os protestantes dão pouca atenção aos hinos e orações marianas, os ortodoxos veneram a mãe de Jesus e a consideram "mais ilustre do que os Querubins e mais gloriosa que os Serafins."

Os cristãos das Igrejas Católica, Ortodoxa, Ortodoxa Oriental, Anglicana e Luterana acreditam que Maria, como mãe de Jesus, é a Mãe de Deus e, a Theotokos*, que significa literalmente “a Portadora de Deus”. Maria foi venerada desde o início do cristianismo. Ao longo dos séculos ela tem sido um dos assuntos favoritos da arte, da música e da literatura cristã.  Nas representações artísticas de Maria, o ícone da Virgem é, sem dúvida, o mais venerado entre os ortodoxos.

Títulos para homenagear Maria ou para pedir a sua intercessão por determinadas causas são usados ​​por algumas tradições cristãs (tais como a Igreja Ortodoxa e a Igreja Católica) e por outras não (por exemplo, o Protestantismo). É a santa que mais recebe nomes em toda a Igreja Católica. Nossa Senhora possui mais de 1100 nomes. Os títulos mais conhecidos são Maria, Mãe de Deus (Theotókos), Santíssima Virgem Maria, Nossa Senhora e Rainha do Céu.


*A doutrina de Maria como Theotokos (portador de Deus) surgiu em Alexandria e provavelmente foi usado pela primeira vez por Orígenes. Tornou-se comum no século IV, foi contestado por Nestório, e aceito pelo Conselho de Éfeso, em 431.