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Nosso universo pode estar em expansão por absorver "universos bebês" paralelos

Novo estudo difere das previsões cosmológicas anteriores e sugere que a energia escura pode não estar relacionada ao fenômeno
Por History Channel Brasil em 04 de Março de 2024 às 11:31 HS
Nosso universo pode estar em expansão por absorver "universos bebês" paralelos-0

Dentro da teoria da evolução cósmica, a principal hipótese sobre a expansão do nosso universo aponta que isso acontece pela ação da energia escura. No entanto, um novo estudo publicado no Journal of Cosmology and Astroparticle Physics levanta outra explicação. De acordo com essa proposta, a expansão estaria acontecendo devido à colisão com outros "universos bebês" paralelos que estariam sendo absorvidos pelo nosso.

Expansão ultrarrápida

A nova teoria diz que o nosso universo absorve outros universos à medida que ele cresce, “acelerando” assim os seus limites. Observado pelos telescópios da Terra, o fenômeno pareceria uma aceleração crescente da expansão universal. Segundo os autores do estudo, os cálculos que levam em conta essa hipótese ajustam-se melhor às observações da vida real do que aqueles que utilizam o Modelo Cosmológico Padrão.

Universo

Os cientistas foram ainda mais longe e sugeriram que é possível que a expansão ultrarrápida de nosso universo após o Big Bang seja devido ao fato de ele ter sido absorvido por outro universo maior. De acordo com a hipótese, depois de ter sido absorvido, o nosso universo continuou a colidir com outros “universos bebés” e a incorporá-los também. Para demonstrar essas ideias, os especialistas desenvolveram um modelo matemático que mostra o impacto de uma fusão com outros universos menores e calcula sua velocidade de expansão.

"Nossa expansão tardia do universo difere das previsões cosmológicas padrão e acreditamos que as observações do telescópio Euclid e do telescópio James Webb vão esclarecer qual modelo descreve melhor a expansão presente de nosso universo", disse Yoshiyuki Watabiki, coautor do estudo e físico do Instituto Tecnológico de Tóquio, em entrevista ao site Live Science.
 

Fontes
Live Science
Imagens
iStock