Hoje na história

25.ago.1803

Nasce Duque de Caxias, também chamado de O Pacificador ou O Marechal de Ferro

No dia 25 de agosto de 1803 nascia, em Porto de Estrela (RJ), Luís Alves de Lima e Silva, mais conhecido como Duque de Caxias, também chamado de O Pacificador ou O Marechal de Ferro. Ele foi um dos mais importantes militares e estadistas da história do Império do Brasil. Em 20 de outubro de 1832, após ser promovido a Tenente Coronel, assumiu o seu primeiro Comando Militar: o Corpo de Guardas Municipais Permanentes, a Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro. Em 1833, casou-se com Ana Luísa do Loreto Carneiro Vianna, na época com 16 anos, de origem aristocrática. Com ela três filhos: Luísa, Ana e Luís Alves. Em 1839, foi para o Rio Grande do Sul, para lutar na Revolução Farroupilha. Em dezembro de 1839 deixou o comando dos Permanentes por ter sido nomeado presidente da Província do Maranhão. Lá, fez parte das ações militares da Balaiada, na Província do Maranhão, em 1839. Por seu desempenho no conflito, recebeu o título de Barão de Caxias, outorgado em 1841. O título foi uma referência à cidade maranhense de Caxias, palco de batalhas decisivas para a vitória das forças imperiais. Fora isso, ainda abafou movimentos de revoltosos dos liberais em Minas Gerais e São Paulo (1842). Em 1845, quando ocorria a Guerra dos Farrapos, recebeu o título de Marechal de Campo. Passou a ocupar o cargo de Presidente (governador) do Rio Grande do Sul. Por todo o seu trabalho, ganhou o título de Conde de Caxias. Na vida política do Império, foi um dos líderes do Partido Conservador. Tornou-se senador vitalício a partir de 1845. Também foi Ministro da Guerra e presidente do Conselho por três vezes na segunda metade do século XIX (1855-1857, 1861-1862 e 1875-1878). Na política externa, participou de todas as campanhas platinas do Brasil independente, como a campanha da Cisplatina (1825-1828), foi comandante-geral dos exércitos da Tríplice Aliança (1867), na Guerra do Paraguai (1864-1870). Após a ocupação da capital paraguaia, ele teve que deixar seu posto por motivos de saúde ainda antes do término do conflito. Ficou na fazenda de Santa Mônica, em Desengano (hoje Juparanã, RJ), em 1878, onde morreu dois anos depois, em 7 de maio de 1880.

 


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