ESPAÇO

Animais mais resistentes da Terra podem ter sobrevivido na Lua após acidente

Os tardígrados, micro-organismos também conhecidos como ursos-d’água, são considerados os animais mais resistentes da Terra. Eles são capazes de suportar temperaturas entre 150°C e -200°C, níveis altíssimos de radiação ionizante e até mesmo suspender suas funções metabólicas para sobreviver sem água durante períodos de tempo bastante longos. E, devido a um acidente durante uma missão espacial, agora eles também podem estar vivendo na superfície da Lua.

A presença desses seres na Lua se deve à sonda israelense Beresheet, que se chocou contra o solo lunar quando tentava aterrissar. A pequena espaçonave levava milhares de tardígrados desidratados, armazenados em camadas de resina. Os cientistas responsáveis pela missão acreditam que os micro-organismos podem ter sobrevivido ao impacto e se espalhado pela Lua.

Os tardígrados foram enviados para lá  para que sua lendária resistência fosse testada. Quando desidratados, esses micro-organismos ficam em um estado de animação suspensa no qual todos os processos metabólicos param e a água em suas células é substituída por uma proteína. Cientistas descobriram que os tardígrados podem ser trazidos de volta desse estado e reviver mesmo após um período de mais de dez anos. Então, segundo Nova Spivack, responsável pela missão, eles poderiam hipoteticamente ser revividos no futuro

Ninguém sabe com certeza se os tardígrados ainda estão intactos, mas Spivack diz que não há razão para se preocupar com os ursos-d’água dominando a Lua. Segundo ele, os micro-organismos não conseguiriam se reproduzir em solo lunar. Além dos tardígrados, a sonda Beresheet levava amostras de DNA humano e 30 milhões de páginas digitalizadas a respeito da cultura humana em uma "biblioteca lunar". O objetivo da Arch Mission Foundation, ONG responsável pela missão, é criar "um backup da humanidade". Para isso, eles pretendem "arquivar conhecimento humano e espécies da Terra para as futuras gerações".


Fontes: Wired, IFLScience e Live Science

Imagem:  Shutterstock.com