CIVILIZAÇÕES PRÉ-COLOMBIANAS

Arqueólogo redescobre caverna maia rodeada por mistérios e maldições

Chichén Itzá, a Cidade dos Deuses da Água, no México, revelou um segredo oculto por mais de mil anos. Trata-se de uma caverna que abriga um santuário maia subterrâneo em perfeitas condições de preservação. Apesar de ter sido descoberto originalmente por camponeses em 1996, o local permanecia praticamente inexplorado.

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A caverna, que a cultura maia dedicou ao deus Jaguar, chama-se Balamku e está situada a quase 3 quilômetros do Templo de Kukulkán. 
Na época de sua descoberta, depois de avisar as autoridades, o arqueólogo Victor Segovia Pinto a visitou e elaborou um relatório que reportava o achado de enormes quantidades de material arqueológico.

No entanto, a caverna foi fechada por motivos ainda ignorados e os relatórios foram extraviados. Há boatos de que o arqueólogo foi advertido pelos locais sobre “coisas más” que poderiam acontecer caso alguém entrasse no local sem permissão, inclusive o risco de doenças que acometeriam qualquer pessoa que profanasse o santuário.

Agora, o arqueólogo Guillermo de Anda, encarregado do projeto Gran Acuífero Maya (GAM), redescobriu Balamku enquanto trabalhava na exploração subterrânea de Kukulkán. Tratou-se novamente de uma grande coincidência. Dentro da caverna, acessada por passagens extremamente estreitas, foram descobertas evidências de rituais que os antigos maias praticavam em honra aos deuses.

Por ter se mantido fechada durante séculos, a caverna contém informações valiosas a respeito da cultura maia. Trata-se de uma coleção de 200 objetos em perfeito estado de conservação. Entre outros artefatos, foram encontrados incensários (alguns deles representando o deus Tláloc), jarras, pratos decorados e vasilhas com uma datação superior a mil anos.

A análise arqueológica permitirá uma melhor compreensão das condições culturais e climáticas que envolveram a construção da Cidade dos Deuses da Água. "Balamkú ajudará a reescrever a história de Chichen Itzá, em Yucatán", disse Guillermo de Anda. 


Fonte: Science Alert 

Imagem: Karla Ortega, Projeto Gran Acuífero Maya/Governo do México/Reprodução