ASTROFÍSICA

Astrônomos registram pela primeira vez imagens de um buraco negro

Astrônomos alcançaram um feito inédito: pela primeira vez, conseguiram fotografar um buraco negro. Maior que o sistema solar, ele fica no centro da galáxia Messier 87, a 55 milhões de anos-luz da Terra. As imagens foram captadas por uma rede de oito telescópios espalhados pelo nosso planeta, coletivamente conhecida como Event Horizon Telescope (EHT).

De acordo com o professor Heino Falcke, da Universidade Radboud, na Holanda, esse buraco negro tem uma massa 6,5 bilhões de vezes maior que a do Sol. "É absolutamente monstruoso", disse. O cientista acredita que seja um dos maiores buracos negros que já tenham existido. 

A imagem mostra uma silhueta escura envolta por um disco luminoso que é engolido por uma massa densa. "A sombra de um buraco negro é o mais próximo que podemos chegar da imagem do próprio buraco negro, um objeto completamente escuro do qual a luz não pode escapar" disseram em nota os pesquisadores.

Essa é mais uma comprovação da Teoria da Relatividade Geral de Albert Einstein. Em 1915, o cientista propôs que há regiões no universo que distorcem o tempo e o espaço porque são de tal maneira densos que nada, nem mesmo a luz, consegue escapar delas. 

O registro só foi possível graças a anos de trabalho científico coletivo. O EHT interliga equipamentos de observação ao redor do globo para formar um telescópio virtual com sensibilidade e resolução sem precedentes. A rede consiste em oito telescópios situados em uma variedade de locais inóspitos de alta altitude. Entre eles, estão vulcões no Havaí e no México, montanhas no Arizona e na Sierra Nevada espanhola, o deserto chileno de Atacama e a Antártida. "Conseguimos algo considerado impossível apenas uma geração atrás", disse Sheperd S. Doeleman, diretor do projeto.


Fontes: EHT, Observador e BBC Brasil

Imagem: EHT/Divulgação