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Bruxas de Salem: maior erro jurídico? Hoje é mole aplaudir Harry Potter

Por Thiago Gomide do Tá na História.

Parceria HISTORY e Ta Na História

Uma região tomada pelo medo. As bruxas estavam soltas. Qualquer pessoa podia ser acusada e levada para um julgamento.

A região de Salem, no estado de Massachussets, nos Estados Unidos, era extremamente religiosa. Os moradores ou tinham vindo da Inglaterra ou eram filhos, netos. Era um lugar britânico.

O cenário era agrícola. Pessoas simples, em sua grande maioria.

No inverno de 1692, duas crianças, e depois outras se juntariam ao time, começaram a ter convulsões, a se contorcerem, febres, alucinações.

As duas primeiras crianças foram  Elizabeth Parris, de 9 anos, filha de um grande líder religioso, o Samuel Parris, e a Abigail Williams, que tinha 11 anos e era sobrinha do Samuel Parris.

Beth chegou a tentar pular na lareira.

Aquilo estava assustando de um modo que a família chamou o médico.

O doutor olhou daqui, olhou dali, fez uns exames, viu que as meninas estavam tomando umas medicações caseiras e não teve dúvida: “isso é obra do demônio”.

Do demônio? Como assim?

Era coisa de bruxaria. A cidade deveria estar tomada de bruxas.

Pronto, essa notícia se espalhou com uma velocidade impressionante. Todo mundo com medo.

Foi criado em Salem uma corte que julgaria as pessoas suspeitas de bruxaria.

Logo de cara as primas Beth e Abigail foram ouvidas. E elas apontaram a mulher escravizada Tituba como bruxa. De acordo com os relatos, Tituba lia histórias de bruxas para as crianças.

Tituba foi levada ao tribunal e, possivelmente pensando em ter a vida preservada, falou que um homem mandou que ela o servisse...

Seria o diabo? Ela também acabou acusando um monte de mulheres e homens.

 Tituba acabou se safando, foi vendida e se mandou de Salem.

A primeira que foi assassinada foi a Bridgte Bishop. Ela era dona de um pomar, meio arredia ao convívio social e com conflitos com vizinhos.

Ela foi denunciada. Disseram que Bishop se transformava em gato.

No julgamento, Bridgte Bishop não falava lé com cré. Os réus não tinham direito a testemunha a favor.

Tudo para complicar.

Bridgte Bishop acabou tendo que encarar a forca.

E esse momento é difícil até de explicar: a pessoa tinha que subir uma escada e colocar a corda. O público acompanhando aquela cena. De repente, o carrasco tirava a escada e a pessoa ficava durante 2,3, 4 minutos se contorcendo até perder completamente a consciência.

As acusações só foram crescendo. Como também foram crescendo os números de julgamentos. Todos estavam correndo risco.

Teve criança de 4 anos presa. Cachorro preso. Gato preso. Pobre preso. Rico preso. Escrava. Não escrava. Não religiosa. E até religiosa.

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Rebeca Nurse tinha 71 anos. Ia sempre à Igreja. Foi acusada. Foi a julgamento. Na frente da corte, ela foi liberada. Mas, mas, mas, mas as crianças que estavam vendo o julgamento começaram a ter ataques e aí voltaram atrás.


THIAGO GOMIDE é jornalista e pesquisador. Foi apresentador e editor do Canal Futura e da MultiRio, ambos dedicados à educação. Escreveu e dirigiu o documentário "O Acre em uma mesa de negociação". Além de ser o responsável pelo conteúdo do Tá na História, atualmente edita e apresenta o programa A Rede, na Rádio Roquette Pinto ( 94,1 FM - RJ). 

A proposta do Tá na História é oferecer conteúdos que promovam conhecimento sobre personagens e fatos históricos, principalmente do Brasil. Tudo isso, claro, com bom humor e muita curiosidade.