meio ambiente

China pode enviar 100 mil patos para conter praga de gafanhotos no Paquistão

A China estuda enviar 100 mil patos para tentar conter uma praga de gafanhotos que atinge o Paquistão, país com o qual faz fronteira. No início de fevereiro, o governo paquistanês declarou estado de emergência após registrar o maior número desses insetos em mais de 20 anos. A infestação coloca em risco as plantações, o que pode causar fome na população.

Lu Lizhi, pesquisador da Academia de Ciências Agrícolas de Zhejiang, classificou os patos como "armas biológicas". Segundo ele, enquanto as galinhas podem comer cerca de 70 gafanhotos por dia, um pato é capaz de devorar mais de três vezes esse número. "Os patos gostam de ficar em um grupo, portanto são mais fáceis de controlar do que as galinhas", disse.

Mas esse método de combate de gafanhotos não é unanimidade entre os cientistas. Zhang Long, professor da Universidade Agrícola da China, questionou se os patos se adaptariam às regiões áridas nas quais os gafanhotos causam problema. "Os patos dependem da água, mas nas áreas desérticas do Paquistão a temperatura é muito alta", disse.

Nos próximos meses, o governo chinês deve começar a testar o uso de patos na província de Xinjiang. Depois disso, as aves devem ser enviadas para as regiões paquistanesas mais afetadas pelos gafanhotos, como as provincias de Sindh, Balochistan e Punjab. Uma praga sem precedentes do mesmo inseto afeta a África e pode resultar em uma grave crise humanitária.


Fonte: The Guardian

Imagem: Shutterstock.com