ASTECAS

Cocar de Montezuma continua envolto em mistério após 500 anos

Oficialmente, seu nome é “Cocar do México Antigo”, mas popularmente ele é conhecido como “Cocar de Montezuma” e tem sido objeto de várias polêmicas ao longo da história. Já faz 500 anos que essa peça de inestimável valor histórico se encontra em solo europeu, atualmente no Museu de Etnologia de Viena, e o México reclama sua devolução.

Na língua náuatle, esse exuberante cocar de penas recebe o nome de quetzalapanecayotl e é composto por 222 penas de diferentes espécies de aves: quetzal, cotinga, colhereiro e alguns outros pássaros não identificados. A base para as penas é feita em ouro, com incrustações de pedras preciosas, como jade. 

A tradição afirma que o cocar era propriedade de Montezuma II, o Tlatoani de Tenochtitlán, durante a Conquista do México, e que foi enviado para a Europa por Hernán Cortés. No entanto, alguns historiadores não acreditam que ele tenha pertencido a Montezuma, já que eram os sacerdotes que usavam cocares para cerimônias, enquanto os governantes usavam diademas de ouro. 

O único argumento para vincular o cocar a Montezuma é que ele deve pertencer a um personagem de destaque, já que as penas de aves exóticas eram tesouros mais valiosos que o ouro, e Montezuma foi uma das figuras mais poderosas da época. Ainda que o México continue solicitando a devolução do cocar, diante das complicações do traslado, a relíquia permanece na Áustria. 


Fonte: Infobae 

Imagens: Agatha Kadar/Shutterstock.com e Domínio Público, via WIkimedia Commons