ESPAÇO

Cometa? Sonda alienígena? Mistério do objeto Oumuamua pode ter sido desvendado

Desde que foi observado pela primeira vez, em 2017, o objeto interestelar Oumuamua intriga os pesquisadores.  Primeiro ele foi classificado como um cometa. Em seguida, foi identificado como um asteroide. Especulou-se até que ele pudesse ser uma sonda alienígena.

Agora, o mistério pode ter sido desvendado. Um novo estudo publicado no Astrophysical Journal Letters sugere que o Oumuamua é um gigantesco iceberg de hidrogênio molecular. Segundo os pesquisadores das Universidades de Yale e Chicago, isso poderia explicar as estranhas características do objeto. 

O Oumuamua (que significa "mensageiro que vem do passado distante" em havaiano) estampou as manchetes quando foi descoberto, pois era como o primeiro objeto de fora do sistema solar já avistado. Suas propriedades estranhas, como o formato de charuto e seu modo de aceleração que não pode ser explicado pela gravidade, deixaram os cientistas confusos. O objeto estranho se move como um cometa, mas sem evidência aparente de uma cauda. 

Às vezes, os cometas podem acelerar de forma parecida, mas a propulsão vem do gelo na superfície que queima no calor do sol. Isso deu uma pista para os cientistas investigarem os materiais que poderiam gerar a forma como o Oumuamua se locomove. "O único tipo de gelo que realmente explica sua aceleração é o hidrogênio molecular", disse Darryl Seligman, da Universidade de Chicago.

Segundo os pesquisadores, a substância que compõe o Oumuamua se origina em nuvens interestelares maciças e congelantes, consideradas "berços de estrelas". Essas nuvens, compostas principalmente de hidrogênio molecular remanescente do Big Bang, podem conter a massa de dezenas de milhares de sóis e se estender por centenas de anos-luz.

Seligman diz que se a teoria do hidrogênio congelado estiver correta, o Oumuamua deve ser apenas um de vários objetos similares. “A galáxia deve estar cheia desses icebergs de hidrogênio escuro. Isso é incrivelmente legal", completou.


Fontes: IFLScience, New York Times e Universidade de Chicago

Imagem: European Southern Observatory/M. Kornmesser