ESCRAVIDÃO

Encontrados os destroços do último navio negreiro dos Estados Unidos

Destroços do último navio negreiro dos Estados Unidos foram encontrados por arqueólogos no Alabama. Os restos da embarcação estavam no fundo do rio Mobile desde 1860. Apesar de a importação de pessoas escravizadas ter sido proibida em 1808, o comércio humano continuou a ser realizado de forma ilegal por muitos anos no país.

O navio, chamado de Clotilda, trazia da África 150 pessoas que seriam vendidas como escravas. A embarcação foi queimada pelo capitão William Foster com a intenção de esconder a evidência do crime de tráfico. Historiadores procuraram os restos do barco por 150 anos.

De acordo com os pesquisadores, a viagem do Clotilda foi resultado de um desafio. O fazendeiro Timothy Meaher teria apostado que conseguiria trazer um carregamento de pessoas escravizadas sem ser flagrado pelas autoridades. A embarcação deixou o rio Mobile e aportou em Ouidah, em Benin, 10 semanas depois.

Foster teria recrutado outros fazendeiros para desembolsar a quantia de nove mil dólares pelo "carregamento". Eles estavam descontentes com o aumento do preço de pessoas escravizadas após a abolição do tráfico. Entre os cativos trazido da África estavam homens, mulheres e crianças. 

Não há registros do nome “Clotilda” nos destroços encontrados, mas as dimensões da embarcação coincidem com as do infame navio. O barco também parece ter sido queimado, o que corrobora a descoberta. A escravatura foi abolida nos Estados Unidos em 1863, após o fim da Guerra Civil.


Fontes: IFLScience e Estadão

Imagem: Shutterstock.com