CURIOSIDADES

A estranha história da única pessoa que já foi atingida por um meteorito

Se pensarmos que apenas 17 meteoritos chegam a se chocar contra a superfície terrestre por dia, e a grande maioria atinge o mar ou regiões desabitadas, então a possibilidade de uma pessoa ser atingida por um deles é de 1 em 1.600.000. No entanto, a história registra um único caso de alguém que teve essa falta de sorte: Ann Hodges, que foi acordada abruptamente em sua casa no Alabama, Estados Unidos, em 30 de novembro de 1954.

A mulher dormia profundamente quando um forte impacto em seu quadril a despertou. Assim que olhou ao redor, observou fumaça e escombros na casa. Passado o susto, ela e sua mãe, que também morava na casa, descobriram um enorme buraco no teto e encontraram o rádio destroçado. Por último, acharam uma rocha preta, do tamanho de uma bola de futebol, e deduziram que o objeto havia perfurado o teto, atingido primeiro o rádio e em seguida Hodges, que tinha 31 anos de idade. 

Após ser atendida pela emergência, bombeiros e policiais consultaram um geólogo governamental que se encontrava trabalhando nas imediações do lugar. Imediatamente, a rocha foi identificada como um meteorito e foi enviada aos laboratórios da Força Aérea para uma análise mais detalhada. Segundo o depoimento dos vizinhos, eles observaram naquele dia uma luz avermelhada que deixava um rastro de fumaça ao passar. Mais tarde, soube-se que o meteorito que atingiu Hodges era parte de outro muito maior, que se partiu pouco antes de cair na Terra. A mulher não teve maiores consequências físicas.

Ann Hodges acabou ficando famosa instantaneamente. Ela e o marido chegaram a travar uma batalha judicial com o proprietário de sua casa pela posse do meteorito. A pedra espacial acabou ficando com os Hodges, que mais tarde doaram o objeto para o Museu de História Natural do Alabama. Em 1972, Ann morreu, aos 52 anos, de insuficiência renal. Seu marido disse que ela nunca se recuperou da loucura que sua vida se tornou após ser atingida pelo meteorito. 

 

 


 Fonte: BBC 

Imagem: Alabama Museum of Natural History/Reprodução