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Explosão atinge laboratório russo que armazena vírus causadores da varíola e do ebola

Uma explosão seguida de incêndio atingiu um laboratório russo que armazena amostras dos vírus causadores do ebola e da varíola. Além disso, o local também armazena o HIV. De acordo com uma nota do Centro Estatal de Pesquisa de Virologia e Biotecnologia (também conhecido como Vector), um cilindro de gás explodiu no quinto andar do edifício da instituição. A instalação, que fica em Koltsovo, na Sibéria, abrigava pesquisas secretas de armas biológicas na época da União Soviética. 

Um trabalhador teve queimaduras de segundo e terceiro graus e teve que ser levado para o hospital. O Vector é um dos dois lugares no mundo onde o vírus da varíola está armazenado (o outro é um laboratório de segurança máxima em Atlanta, nos Estados Unidos). O prefeito de Koltsovo afirmou que nenhum material biologicamente perigoso foi liberado na explosão. O laboratório também negou que o incêndio tenha exposto o público aos vírus armazenados em seu interior, alguns dos mais mortais da Terra.

O incêndio se espalhou pelo sistema de ventilação do edifício, atingindo uma área de 30 metros quadrados. Foram necessários 13 carros de bombeiros para conter as chamas. Autoridades iniciaram uma investigação para descobrir a causa da explosão.  Esse não foi o primeiro incidente registrado no laboratório Vector. Em 2004, uma pesquisadora morreu no complexo depois de se picar acidentalmente com uma agulha que carregava o vírus ebola. Foi a primeira e única morte causada pela doença na Rússia.

O último caso natural de varíola ocorreu em 1977. Em 1980 a Organização Mundial da Saúde declarou a doença erradicada mundialmente. Estima-se que a moléstia tenha matado até 300 milhões de pessoas no século XX.

Recentemente, uma outra explosão na Rússia estampou as manchetes. Em agosto, um misterioso acidente causou a morte de cinco funcionários da agência nuclear estatal russa Rosatom. A tragédia aconteceu durante testes em uma instalação militar na região de Archangelsk. Logo após a explosão, os níveis de radiação gama na cidade vizinha de Severodvinsk aumentaram em 20 vezes. 


Fontes: Daily Mail e The Guardian

Imagem: Shutterstock.com