CRIMINOSOS

Fernandinho Beira-mar quer lançar site para vender produtos com sua marca

Luiz Fernando da Costa, o Fernandinho Beira-mar, condenado a mais de 300 anos de prisão por homicídio, tráfico de drogas e roubo, anunciou que pretende se aventurar no ramo do comércio legal. Preso desde 2001, ele afirmou que está finalizando os últimos detalhes para colocar no ar um site de vendas. A ideia é comercializar produtos fabricados por dependentes químicos.

No site, deverão ser vendidos itens como canecas, capas para celular e camisas. Os produtos serão estampados com a marca FBM, iniciais do condenado. A página também deverá vender dois livros escritos por ele: uma autobiografia e uma obra sobre Jesus Cristo (produzida quando fazia curso superior de teologia). 

Paloma Gurgel, advogada de Fernandinho Beira-mar disse que o site é construído por terceiros, sob a supervisão de seu cliente. Preso em uma penitenciária federal de segurança máxima em Mossoró (RN), ele não tem permissão para usar computadores (exceto em estudos à distância).

O juiz federal aposentado Odilon de Oliveira, que já condenou Beira-mar por tráfico de drogas, disse que a iniciativa deve esbarrar na Justiça. Segundo Oliveira, a Vara de Execuções Penais não deve permitir a venda de produtos com a marca do preso. Isso porque a prática configura atividade comercial, o que é vetado para um condenado como Beira-mar.

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Fernandinho Beira-mar, apontado como líder da organização criminosa Comando Vermelho, é considerado pelos órgãos federais um dos maiores traficantes de armas e drogas da América Latina. Sua ascensão começou no início dos anos 1990, quando passou a dominar o comércio de drogas em morros do Rio de Janeiro. Em 1996 ele foi preso, mas conseguiu escapar. 

Em 2001, foi recapturado em território colombiano, onde havia se aliado às Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia). No ano seguinte, foi acusado de liderar uma rebelião no presídio de Bangu I, quando quatro de seus adversários foram assassinados. Por esse crime, ele foi condenado a 30 anos de prisão. No total, suas penas somam 320 anos de reclusão.


Fontes: Hypeness e Extra

Imagem: Brunno Dantas/TJRJ, via EBC