Titanic

Governo dos EUA é acusado de esconder acidente envolvendo um submarino e o Titanic

Em meados de 2019, um submarino britânico de última geração estava realizando uma expedição nos arredores dos restos do Titanic. A embarcação havia sido alugada por uma empresa especializada em turismo de aventura. Mas seu piloto perdeu o controle devido a uma série de correntes submarinas intensas e acabou colidindo com o famoso transatlântico, que afundou em 1912.

 A expedição, a primeira a visitar o Titanic em 14 anos, levava a bordo cientistas da Universidade de Newcastle. Rob McCallum, um dos líderes da missão, admitiu que houve "um contato acidental" do submarino com o lendário navio durante uma manobra de aproximação. O mundo todo soube da expedição, que capturou imagens da rápida deterioração da embarcação naufragada, mas o acidente permaneceu em segredo até janeiro deste ano.

De acordo com uma reportagem do jornal The Telegraph, a empresa RMS Titanic Inc. acusa o governo dos Estados Unidos (mais precisamente a Administração Oceânica e Atmosférica Nacional, NOAA, na sigla em inglês) de ter adiado por mais de 5 meses a divulgação de um comunicado oficial sobre a colisão. No entanto, um porta-voz da NOAA, que tem jurisdição sobre o fundo do mar, disse que só ficou ciente do que aconteceu quando a empresa encarregada pela expedição, a EYOS Expeditions (com sede na Ilha de Man, na Inglaterra), enviou um relatório sobre o caso, em 8 de janeiro de 2020. Apesar de os destroços do navio se encontrarem em território canadense, essa agência dos EUA ficou responsável por sua proteção após a assinatura de um tratado internacional. 

A RMS Titanic Inc. é uma companha que busca recuperar os restos do naufrágio para fins comerciais. A empresa pretende resgatar equipamentos que permanecem no navio, como um transmissor de rádio chanado Marconi Wireless, considerado "a voz do Titanic". A NOAA é terminantemente contra a intenção da empresa de resgatar objetos dos destroços e tenta impedir a RMS Titanic Inc. de prosseguir com esses planos por meio de uma ação na Justiça dos EUA.


Fonte: La Nación e Irish Central

Imagens:  Shutterstock.com e Atlantic Productions/Reprodução