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Guerra contra roedores pode estar gerando uma nova espécie de super-ratos

As grandes cidades do mundo, como Nova York, investem milhões de dólares todos os anos para combater os ratos, e o número de roedores, longe de diminuir, aumenta consideravelmente. Os especialistas no assunto sabem que, geralmente, quando se finaliza uma campanha de desratização, os animais retornam e se multiplicam. No entanto, agora, os bichos que voltaram à Big Apple, após a última campanha de extermínio, são praticamente "super-ratos".

Se uma campanha de extermínio é bem-sucedida, ela consegue acabar com a grande maioria dos espécimes, mas sempre há sobreviventes. Assim, é provável que os ratos que conseguem fugir de armadilhas e sobreviver aos venenos sejam muito mais fortes e resistentes que o resto. Se pensarmos que são esses ratos que iniciarão a próxima geração desses roedores, eles herdarão as características mais úteis para sobreviver no mesmo meio-ambiente que seus progenitores. 

Assim, o ciclo de campanhas de extermínios e sobreviventes está criando ratos cada vez mais adaptados e resistentes, até que se desenvolva uma população de super-ratos. Enquanto isso, os biólogos tentam coordenar trabalhos conjuntos com as autoridades políticas de cada cidade, para poder avaliar se as campanhas de extermínio efetivamente ajudam a diminuir o número e a qualidade genética dos ratos, ou se, em vez disso, estão criando superorganismos não desejáveis.

Jonathan Richardson, cientista da Universidade de Richmond, nos Estados Unidos, disse que esses animais desenvolvem características que os tornam capazes de evitar serem expostos a raticidas e ratoeiras. "Se apenas os ratos mais aptos conseguirem sobreviver à campanha de controle, os sobreviventes poderão se adaptar ainda mais, deixando uma nova população de super-ratos", afirmou.


Fonte: La Nación e Daily Star

Imagem: Shutterstock.com