IMPÉRIO ROMANO

A história do imperador romano assassinado por lutar contra a corrupção

Em Roma só havia espaço para um único imperador. No entanto, em 193 d.C., com as lutas palacianas e o surgimento de vários pretendentes ao posto após a morte de Cômodo, cinco líderes ocuparam a frente do império em questão de um ano. Entre eles está Públio Hélvio Pertinax, um imperador esquecido.

A conspiração que matou Cômodo foi tão precipitada que não houve tempo para preparar a sucessão. Os assassinos entraram na câmara de Hélvio Pertinax - na mesma noite em que Cômodo foi envenenado e depois estrangulado - para oferecer a ele o cargo. Pertinax, duas vezes cônsul de Roma e considerado um dos melhores generais de Marco Aurélio, aceitou a posição sem hesitar.

De acordo com Simon Elliott, autor de uma biografia sobre o imperador, Pertinax era filho de um ex-escravo e ascendeu da pobreza para a casta mais alta de Roma. Depois de receber uma boa educação, tornou-se professor de gramática, literatura e retórica em latim e grego. Graças ao seu bom cargo, ele ocupava posições militares e administrativas cada vez mais importantes.

Esse imperador lutou contra a corrupção e aplicou medidas rígidas para reduzir os gastos do palácio. Entre as mais radicais destacou-se uma reforma agrária que oferecia toda a terra que não estava em cultivo, incluindo a propriedade imperial, a quem quisesse cuidar e cultivá-la, com isenção de impostos e taxas por dez anos.

Em março de 193 d.C., trezentos guardas pretorianos deixaram o acampamento onde estavam e saquearam o palácio imperial. Quando o imperador tentou ficar cara a cara com eles, foi morto pelos amotinados. Seu reinado ocupou apenas 86 dias da história romana, portanto sempre foi tratado como uma nota de rodapé.


Fonte: ABC 

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