RELIGIÃO

A história do político que foi aos tribunais em processo contra Deus

Para muitos fiéis, Deus é a própria personificação da justiça. Mesmo assim, o senador estadunidense Ernie Chambers resolveu levar o Criador para o banco dos réus. O político entrou com uma ação acusando o Altíssimo de “matar, destruir e aterrorizar milhões de habitantes da Terra”.

O juiz Marlon Polk, do estado de Nebraska, presidiu o caso. Mas o meritíssimo deu a audiência por encerrada logo no início, pois “o réu não tinha endereço conhecido”. Chambers rebateu alegando que “como Deus é onisciente, tinha conhecimento do processo”. Mesmo assim, a ação não foi adiante.

Chambers alegou que na verdade não buscava vencer uma ação contra Deus no tribunal. O real objetivo de sua ação foi protestar contra esforços legislativos que tentavam barrar ações consideradas fúteis. “A Constituição demanda que as portas dos tribunais estejam abertas, então não é possível que se proíbam processos”, disse Chambers. “Qualquer um pode processar quem quiser, inclusive Deus”.

Entretanto, algumas pessoas acreditam que o objetivo de Chambers era justamente o oposto: para protestar contra ações fúteis, ele entrou na Justiça com a ação mais fútil possível. Curiosamente esse não foi o único processo contra Deus registrado nos Estados Unidos. Certa vez, um morador de Kansas City queria exigir que o Altíssimo lhe pagasse um trilhão de dólares por danos morais, já que "Ele" não estaria conduzindo bem o mundo. Esse processo também acabou arquivado.


 

Fonte: All That is Interisting