DESASTRES DA ENGENHARIA

Isso é o que está acontecendo com os animais após o desastre de Chernobyl

Três décadas depois do desastre de Chernobyl, os resíduos radioativos ainda afetam a vida selvagem e podem ser responsáveis pelos altos índices de catarata entre os animais na chamada zona de exclusão. 

De acordo com um novo estudo, publicado na revista Scientific Reports, ratazanas que habitam áreas com um histórico alto de radiação são mais propensos a sofrer da doença do que aqueles que ocupam locais com níveis mais baixos.

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Os pesquisadores alegam que a radiação provoca um desequilíbrio molecular no corpo que resulta no estresse oxidativo, o que poderia explicar o desenvolvimento da catarata nestes animais.

Ao avaliar o desgaste dos dentes das ratazanas, os autores calcularam a idade dos animais e puderam estabelecer por quanto tempo eles ficaram expostos à radiação.

Ratazanas fêmeas

Curiosamente, isso serviu para correlacionar diretamente a frequência de cataratas em ratazanas fêmeas, mas não em machos. Embora os pesquisadores não consigam explicar por que isso acontece, eles sugerem que poderia ter algo a ver com a reprodução provocar um maior estresse oxidativo nas fêmeas.

Outro achado é que as ratazanas com catarata mais severa também procriaram menos. Uma das supostas razões para isso é que a cegueira poderia atrapalhar para encontrar um parceiro ou poderia ser algum efeito próprio da radiação.

A zona de exclusão de Chernobyl é uma área de 30 km, que foi evacuada após a explosão na usina nuclear na Ucrânia, e que hoje continua desabitada por seres humanos. É necessário uma autorização especial para entrar no local.

 


 

Fonte: IFL Science

Imagem: Stoyan Yotov/Shutterstock.com