DOENÇAS

Lembranças perdidas do Alzheimer podem ser recuperadas, afirma estudo

O que acontece com tudo o que um portador de Alzheimer vive e esquece imediatamente?

São informações apagadas para sempre? Essa pergunta, que atormenta milhões de familiares e amigos de pacientes com essa doença, pode ter uma resposta menos obscura do que se imaginava.

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Um estudo, realizado por Susumu Tonegawa, Prêmio Nobel de Medicina em 1987, indica que essas lembranças se formam e são armazenadas no cérebro, embora a pessoa não consiga acessá-las.

Um experimento realizado em ratos doentes revelou que essas recordações poderão ser recuperadas. Os ratos possuíam mais terminais de neurônios que antes do experimento. Os cientistas já haviam constatado que, nos ratos com Alzheimer, o conjunto de neurônios que guarda uma recordação possuía menos terminais que os dos ratos saudáveis.

“Trata-se de uma prova de conceito. Isso significa que quando uma lembrança parece ter desaparecido, na verdade, ela ainda está presente. A questão é como acessá-la e recuperá-la”, explicou Susumu Tonegawa. “É possível que, no futuro, seja desenvolvida uma tecnologia para ativar ou desativar com mais precisão as células localizadas nas regiões profundas do cérebro, como o hipocampo ou o córtex entorrinal”.

 

 


Fonte: Muy Interesante 
Imagem: Lightspring/Shutterstock.com