ANTISSEMITISMO

Liliana Segre, a sobrevivente de Auschwitz que agora vive sob ameaça de morte na Itália

Liliana Segre é uma senadora italiana de 89 anos que sobreviveu aos horrores do campo de concentração de Auschwitz durante a Segunda Guerra Mundial. Recentemente, depois de propor a criação de um comitê para combater crimes de ódio, ela passou a receber uma série de ameaças de morte. A situação é tão grave que a parlamentar passou a precisar de escolta policial. 

A proposta de Segre prevê a implementação de uma comissão extraordinária para combater todas as formas de racismo, antissemitismo, incitação ao ódio e violência motivados por preconceitos étnicos e religiosos. O projeto foi aprovado, apesar da falta de apoio dos partidos de direita. "Eu apelei à consciência de todos e pensei que uma comissão contra o ódio como princípio seria aceita por todos", afirmou ela, de acordo com o jornal italiano La Repubblica.

Após apresentar o projeto, a senadora passou a receber cerca de 200 mensagens de ódio por dia. Segre, que tem origem judaica, foi alvo de centenas de mensagens antissemitas. Como ela sofreu ameaças sérias, o prefeito de Milão, Renato Saccone, determinou que ela fosse escoltada por dois policiais para que pudesse circular em locais públicos. 

Segre e seu pai fugiram da perseguição nazista na Itália em dezembro de 1943. Juntos, eles tentaram fugir para Lugano, na Suíça, mas a entrada deles no país foi rejeitada pelas autoridades. Logo em seguida, eles foram presos. Após dias detidos na Itália, em janeiro de 1944 os dois foram transferidos para Auschwitz. Lá, seu pai e seus avós paternos foram mortos. Ela foi libertada pelas Forças Armadas dos EUA em 1º de maio de 1945. Na ocasião, ela estava no campo de concentração de Malchow, para onde tinha sido levada após a evacuação de Auschwitz.


Fonte: BBC

Imagem: Wikimedia Commons