ESPAÇO

Missão da NASA que explodirá asteroide pode causar primeira chuva de meteoros artificial

Em 2021, a NASA pretende enviar ao espaço a missão DART (Double Asteroid Redirection), com o objetivo de colidir contra um pequeno asteroide chamado 65803 Didymos B. Trata-se de uma lua de 160 metros de diâmetro que orbita o Didymos A, outro asteroide de maior tamanho (750 metros de diâmetro), formando, juntos, um sistema binário. Um novo estudo aponta que colisão, prevista para acontecer em 2022, poderá provocar a primeira chuva de meteoros artificial da história.

A NASA informou que nenhum desses asteroides representa um risco real para a Terra, mas afirmou que com esse impacto espera demonstrar e mensurar o desvio na órbita do Didymos B, como consequência do atrito. “Trata-se de um momento emocionante que estamos vivendo e acredito que o DART fará uma grande demonstração”, disse Ed Lu, astronauta aposentado da NASA e criador de uma fundação destinada a detectar e desviar meteoros.

A agência espacial cuidará dos detalhes da missão espacial para não cair em sua própria armadilha e desviar o asteroide em direção ao nosso planeta. “Didymos é um asteroide potencialmente perigoso, e por isso realmente não queremos afetar sua órbita. Não queremos levá-lo acidentalmente para a direção errada”, garantiu a NASA.

O impacto resultante explodiria a superfície do asteroide, produzindo milhares de pequenos detritos espaciais. Seria a primeira chuva de meteoros artificial da história, de acordo com um estudo publicado no The Planetary Science Journal. A observação do fenômeno poderá proporcionar aos cientistas a oportunidade de estudar a composição dos asteroides próximos da Terra.

Segundo o estudo, não há chance de a maioria dos destroços atingir a Terra. Mas, se alguns dos detritos alcançarem mais de 21 mil quilômetros por hora, o que dependerá da estrutura do asteroide e do ângulo de impacto, eles poderão atingir nosso planeta entre 15 e 30 dias após a experiência. Mesmo que isso aconteça, não haveria riscos, pois apenas pequenos fragmentos alcançariam nosso planeta, segundo Paul Wiegert, autor do estudo.


Fontes: New York Times e Infobae

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