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Misterioso Planeta 9 pode ser na verdade um buraco negro

Há muitas décadas, os astrônomos vêm tentando rastrear no Sistema Solar um hipotético planeta conhecido como Planeta 9, um mundo gigantesco que pode ser até dez vezes maior que o planeta Terra. Agora, os cientistas Jakub Scholtz e James Unwin realizaram um estudo que, pela primeira vez, traz a possibilidade de esse "planeta perdido" ser na verdade um buraco negro. Dessa forma, sua descoberta pode revolucionar a maneira pela qual a origem do universo é hoje concebida.

A suposta existência do Planeta 9 deve-se às detecções indiretas, por inferência de uma atração gravitacional que exerce sobre objetos de menor tamanho, segundo os astrônomos. Mas um novo artigo sugere que essa atração gravitacional poderia vir de um buraco negro primordial - um tipo de pequeno buraco negro que os cientistas teorizaram se formar durante o Big Bang. “Uma solução apontando para um planeta comum e uma solução que aponta para um objeto compacto exótico como um buraco negro primordial são muito similares”, afirmou Unwin, da Universidade de Illinois. “Mas atualmente não estamos utilizando todas as ferramentas que temos à disposição para encontrar essa coisa”, concluiu.

Isso significa que realmente existe um buraco negro escondido na nossa "vizinhança"? Não, dizem os pesquisadores. Mas eles argumentam que a hipótese é suficientemente atraente para ser investigada. "Não precisa ser um planeta. A explicação mais simples, ou talvez a mais sensata, é que é um planeta. Mas, como físicos teóricos, sabemos que a cosmologia do universo primitivo pode introduzir muito facilmente uma série de novas teoria interessantes. uma delas diz que ... são buracos negros primordiais", afirmou Scholtz.

Os buracos negros estudados habitualmente foram formados pelo colapso de uma estrela. Já os buracos negros primordiais se formaram a partir de perturbações gravitacionais no universo primitivo, um instante após o Big Bang. Esse tipo de buraco negro poderia ser muito mais leve, com a massa de um planeta Terra ou ainda menor.  


Fonte: Live Science e Science Alert

Imagens: Shutterstock.com