SEGUNDA GUERRA MUNDIAL

Morre o último tradutor do código navajo, que auxiliou o exército americano na Segunda Guerra Mundial

Os índios navajos, grande nação de guerreiros norte-americanos, tiveram um inesperado e importantíssimo papel na Segunda Guerra Mundial. Eles ajudaram o exército dos EUA, codificando e traduzindo mensagens, que eram transmitidas em seu idioma intraduzível. A ideia de Philip Johnston, da marinha dos Estados Unidos, conseguiu praticamente blindar a comunicação interna da habilidade dos decifradores japoneses, fator decisivo para a inteligência americana durante as batalhas do Pacífico. Há poucas semanas, o último dos wingtalkers (como os codificadores navajos foram apelidados) da Segunda Guerra faleceu, aos 93 anos. Seu nome era Chester Nez e seu recrutamento foi realizado pelo próprio Philip Johnston, no Arizona. Após a guerra, Nez trabalhou como pintor e acompanhou com fervor seu time de beisebol, os Red Sox. A marinha dos Estados Unidos emitiu uma nota dizendo que chorava a perda do veterano, mas que celebrava e honrava o espírito indomável e a lealdade dos codificadores navajo. Vale lembrar que, em 2001, o Congresso norte-americano outorgou medalhas de ouro a cinco sobreviventes do pelotão de navajos por sua participação heroica na guerra.