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Múmia de jovem guerreira pode confirmar existência das lendárias amazonas

Durante uma escavação na Sibéria há mais de 30 anos, arqueólogos encontraram um corpo parcialmente mumificado tão bem preservado que era possível ver uma verruga em seu rosto. A princípio, os pesquisadores acreditavam que os restos mortais pertenciam a um jovem guerreiro que viveu há 2600 anos. Agora, novas análises genéticas mostraram que, na verdade, a múmia é de uma adolescente de 13 anos, possivelmente uma das lendárias guerreiras amazonas.

Os restos mortais foram encontrados em 1988 na região de Saryg-Bulun, na república de Tuva, por Vladimir Semyonov e Marina Kilunovskaya, da Academia Russa de Ciências. O corpo foi sepultado com diversas armas, como um machado, um arco e dez flechas com 70 centímetros de comprimento. Como não havia elementos arqueológicos tradicionalmente associados a sepultamentos de garotas, como espelhos ou colares de contas, os pesquisadores presumiram que a múmia era de um guerreiro jovem.

Só agora os cientistas tiveram a chance de realizar testes genéticos que determinaram que a múmia era de uma jovem. Segundo os pesquisadores, a descoberta parece confirmar antigos relatos gregos a respeito das guerreiras amazonas da tribo nômade dos Citas, que migrou da Ásia Central para a Rússia Meridional. Esse povo viveu no sul da Sibéria entre os anos 900 a.C e 200 a.C.

Relatos atribuídos ao médico grego Hipócrates (460 a.C.–370 a.C.) dizem que as mulheres da tribo Cita andavam a cavalo, além de usar arcos e dardos. Elas permaneceriam virgens até que pudessem matar três inimigos. Os relatos dizem ainda que as meninas jovens teriam a mama direita cauterizada para impedir que ela se desenvolvesse, facilitando o manuseio do arco e flecha. O historiador Heródoto (485 a.C.–425 a.C. teria chamado essas mulheres de amazonas (que significa "sem seio", em grego).


Fontes: Daily Mail e Siberian Times

Imagem: Vladimir Semyonov, M.O. Mashezerskaya