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NASA alerta para aumento de risco de colisão de asteroides com a Terra

Em fevereiro de 2013, um meteorito queimou nos Montes Urais antes de colidir contra essa remota região no sul da Rússia. Foi o maior incidente com meteoros registrado em mais de um século. Mais de 1600 pessoas foram atingidas pela onda de choque que se estendeu por centenas de quilômetros ao redor. Estima-se que o poder do impacto foi tão forte quanto 20 bombas atômicas de Hiroshima. Agora, a NASA faz um alerta para o risco de novas colisões como essa.

Calcula-se que eventos tão devastadores como esse ocorrem aproximadamente uma vez a cada 60 anos, mas o administrador da NASA, Jim Bridenstine, advertiu recentemente que três deles aconteceram nos últimos 100 anos. Isso sugere que a periodicidade desses fenômenos está aumentando em um ritmo potencialmente devastador. Ou seja, é possível que uma colisão catastrófica de asteroides aconteça muito em breve e é urgente que sejam tomadas medidas a respeito.

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Segundo Bridenstine, outro impacto como o de Chelyabinsk poderia ser calamitoso se ocorresse em uma área mais urbanizada. “Gostaria de poder lhes dizer que esses eventos são excepcionalmente únicos, mas não são”. Bridenstine pediu às potências mundiais que comecem os preparativos para o impacto dos eventos meteóricos de imediato. “A ameaça é real. Trata-se, em última instância, de proteger o único planeta que conhecemos agora capaz de abrigar vida, e esse é o planeta Terra”.

A NASA já se prepara para um iminente “dia do juízo final” e ensaia o que aconteceria se um asteroide impactasse contra a Terra. A agência está tratando a defesa planetária como um assunto crítico e estuda os objetos próximos ao planeta para predizer melhor quando um ataque de asteroides pode ocorrer.


Fonte:  CNN 

Imagem: Shutterstock.com