EXOPLANETAS

NASA encontra primeiro planeta similar à Terra em zona habitável

Um exoplaneta similar à Terra foi descoberto a 100 anos-luz do nosso planeta, uma distância relativamente curta em termos astrofísicos. O mais importante é que ele é o primeiro desse tipo a ser localizado em zona habitável. O termo define a região em torno de uma estrela na qual a água líquida pode se acumular na superfície de um planeta rochoso, oferecendo condições mínimas para potencialmente abrigar vida. 

A descoberta foi anunciada pela NASA em uma conferência de astronomia em Honolulu, no Havaí. Esse achado surpreendente foi feito com o auxílio do satélite TESS, desenvolvido e lançado especificamente para encontrar exoplanetas na órbita de estrelas próximas. O planeta recém-descoberto, batizado de TOI 700 d, orbita uma estrela-anã situada na constelação de Dorado.

Além do TOI 700 d, o satélite TESS também descobriu outros dois planetas orbitando a estrela, mas somente o TOI 700 d tem tamanho similar ao da Terra. Ele também recebe cerca de 85% da energia que a Terra recebe do Sol, o que significa que possivelmente contenha água líquida, elemento essencial para a presença de vida.

Embora as condições exatas do TOI 700 d sejam desconhecidas, os cientistas podem usar as informações já confirmadas, como o tamanho do planeta e o tipo de estrela que ele orbita, para gerar modelos de computador e fazer simulações. Pesquisadores do Goddard Space Flight Center da NASA criaram modelos de 20 ambientes em potencial para avaliar se alguma versão do TOI 700 d resultaria em temperaturas e pressões da superfície adequadas para a habitabilidade. 

Uma simulação apresenta o TOI 700 d coberto por um oceano, com uma atmosfera densa e dominada por dióxido de carbono, semelhante ao que os cientistas suspeitam ter cercado Marte quando o Planeta Vermelho era jovem. Outro modelo descreve o TOI 700 d como uma versão da Terra sem nuvens ou água. "É empolgante, porque não importa o que descobrirmos sobre o planeta, ele será completamente diferente do que temos aqui na Terra", disse a cientista Gabrielle Engelmann-Suissa.


Fontes: Space e NASA

Imagem: NASA/YouTube/Reprodução