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Navio da época de Cristóvão Colombo é encontrado praticamente intacto na Suécia

Por History Channel Brasil em 24 de Julho de 2019 às 12:40 HS
Navio da época de Cristóvão Colombo é encontrado praticamente intacto na Suécia-0

Uma equipe internacional de cientistas encontrou os destroços de um navio que naufragou há cerca de 500 anos na costa da Suécia. O mais incrível é que a embarcação se mantém muito bem preservada. O tesouro arqueológico foi localizado com a ajuda de robôs submarinos de última geração.

O navio desconhecido havia sido detectado pela primeira vez por um sonar pela Administração Marítima Sueca (SMA), em 2009. Mas apenas recentemente, após um estudo realizado pela MMT (entidade especializada em pesquisas marítimas), é que se descobriu que o naufrágio possui grande significado arqueológico e histórico.  A embarcação está praticamente intacta e até mesmo seus canhões continuam visíveis.

“Este navio é contemporâneo de Cristóvão Colombo e Leonardo Da Vinci, mas mesmo assim apresenta um estado de conservação impressionante após quinhentos anos no fundo do mar, graças às águas frias e salobras do Mar Báltico", afirmou o chefe da pesquisa, Dr. Rodrigo Pacheco-Ruiz, arqueólogo marítimo da MMT e professor visitante da Universidade de Southampton, na Inglaterra. De acordo com ele, é como se a embarcação tivesse naufragado ontem. "Os mastros e o casco estão intactos. Ainda no convés principal há um achado incrivelmente raro: um bote usado para transportar a tripulação para o navio, encostado no mastro principal. É uma visão verdadeiramente surpreendente", completou.

A partir do levantamento arqueológico, acredita-se que o naufrágio possas ter acontecido entre o final do século XV e o início do século XVI. É raro encontrar um navio em condições tão surpreendentes que anteceda as embarcações maiores e mais poderosas que participaram da Guerra Nórdica dos Sete Anos (1563-1570), um período de grande importância para a modernização dos países escandinavos. Confira abaixo um modelo fotogramétrico do navio criado a partir das imagens captadas por robôs submarinos:


Fontes: Universidade de Southampton e NY Post

Imagem: Deep Sea Productions/MMT/Reprodução, via Universidade de Southampton