NAZISMO

Novo estudo reforça a teoria de que avô de Adolf Hitler era judeu

Um novo estudo aponta que o avô materno de Adolf Hitler era um judeu. O pesquisador Leonard Sax, afirma que encontrou novas evidências do passado judaico do líder nazista em arquivos na cidade de Graz, na Áustria. A pesquisa foi publicada no Journal of European Studies. 

A informação de que o avô de Hitler era judeu surgiu pela primeira vez em um livro de memórias de Hans Frank, advogado do führer. A obra foi publicada em 1953, sete anos após Frank ter sido condenado e executado pelo Tribunal de Nuremberg. Apesar disso, a teoria nunca foi comprovada por historiadores.

Leonard Sax, famoso nos Estados Unidos como médico e psicólogo, afirma que a negação das raízes judaicas de Hitler tem origem nas afirmações do historiador Nikolaus von Preradovich (1917-2004), que dizia que "não havia um único judeu vivendo em Graz antes de 1856". Sax rebate essa informação, alegando que encontrou registros de uma comunidade judaica estabelecida na cidade antes dessa data. Ele ainda acusa Preradovich de ter ocultado o passado de Hitler propositalmente por ter sido um simpatizante dos nazistas.

De acordo com Sax, cartas indicariam que Maria Anna Schicklgruber, a avó de Hitler, trabalhava na casa de uma família judaica em Graz. Lá, teria engravidado do filho do patrão. A criança, que mais tarde se tornaria o pai de Adolf Hitler, foi batizada como Alois Schicklgruber. Na certidão de nascimento não havia o nome do pai da bebê, que era classificado no documento como "filho ilegítimo". Sax diz que a família judaica ajudava no sustento do menino por meio do pagamento de uma pensão.

Alguns anos depois, Maria Anna se casou com Johann Georg Hiedler e adotou o sobrenome do marido. Sax diz que Johann rejeitava o filho de sua esposa. Assim a criança acabou sendo criada pelo irmão de Johann. Entretanto, quando Alois se tornou adulto, conseguiu fazer com que o nome de Johann fosse acrescentado em sua certidão de nascimento no campo que indicava quem seria seu pai. Mas quem fez a alteração cometeu um erro na grafia do sobrenome, registrando o rapaz como Alois Hitler. Quando isso aconteceu, tanto Maria Anna quanto Johann Hiedler já haviam morrido.

As primeiras informações sobre o suposto passado judaico de Hitler começaram a surgir nos anos 1930, quando ele já era chanceler da Alemanha. Na época, seu sobrinho britânico, William Patrick Hitler, ameaçava revelar o segredo de família. Hitler ordenou então que o genealogista Rudolf Koppensteiner publicasse uma detalhada árvore genealógica em 1937, que alegava que seus ancestrais eram todos alemães austríacos.

"Estive pensando sobre os neonazistas, que se ofendem com a sugestão de que Hitler tinha um avô judeu, já que eles odeiam os judeus. Os judeus muitas vezes também se ofendem com a sugestão de que Hitler tinha um avô judeu, porque eles odeiam Hitler", afirmou Sax. "Mas agora talvez finalmente estejamos livres para perguntar - sem levar em conta o que pode ou não ser ofensivo - onde está a verdade", completou.


Fontes: Fox News e Daily Mail

Imagem: Everett Historical/Shutterstock.com