GENÉTICA

Novos testes comprovam a origem “divina” dos chineses

Um estudo indicou que 40% da população da China descende de apenas três "superpais" genéticos, o que comprovaria uma teoria mítica da conexão hereditária de seu povo com os antigos imperadores Yan, Huangdi e Chi You. 

Muito antes dos estudos genéticos atuais, na China, a hereditariedade era marcada há milhares de anos pelo sobrenome paterno. Esse sistema utilizado pela maior parte das sociedades do mundo nasceu na China há mais de 5 mil anos. Nesse país, há uma teoria que estabelece a origem de praticamente todos os sobrenomes em apenas oito grandes clãs da Antiguidade, descendentes, por sua vez, dos imperadores Yan e Huangdi. 

Cientistas da Universidade do Centro Sul da China realizaram um estudo genético em 2.415 pessoas do grupo étnico Han, que corresponde a mais de 92% da população atual do país. Desse modo, conseguiram encontrar três traços no cromossomo Y, chamados O3a1c, O3a2c1 e O3a2c1a.

Isso permitiu saber que, aproximadamente, 520 milhões de pessoas, ou seja, 40% da população chinesa deriva de três "superpais" genéticos, oriundos do Neolítico. Além disso, foi possível determinar uma conexão hereditária com os imperadores Yan, Huangdi e Chi You, embora o último tenha pouca descendência, já que seus sucessores foram exilados quando ele perdeu a guerra contra Huangdi, que teria reinado entre 2.697 a.C. e 2.597 a.C.

Os irmãos Yan e Huangdi são parte da história chinesa mais mítica. Ao primeiro, conhecido também com o nome de Shennong (“Divino Agricultor”), é atribuído o desenvolvimento da agricultura, a invenção do arado e profundos estudos botânicos. Ao segundo, conhecido como “O Imperador Amarelo”, são imputadas as origens da medicina tradicional chinesa e a aritmética, além de ser referido com um juiz imortal, deus da montanha e centro da Terra.

Foto destaque: Representação de Shennong, o “Divino Agricultor”.

 


Fonte: RT Actualidad

Imagem: Li Ung Bing [Domínio Público], via Wikimedia Commons