DOENÇAS

OMS alerta para risco de pandemia que poderia matar 80 milhões de pessoas em 36 horas

Especialistas da Organização Mundial de Saúde (OMS) fazem um alerta: o mundo está despreparado para os riscos crescentes de uma pandemia global.  Segundo um novo relatório, se enfrentássemos um surto como a pandemia de Influenza de 1918, o vírus poderia se espalhar globalmente em 36 horas e o número de vítimas fatais poderia chegar a 80 milhões de pessoas. O documento diz que questões como conflitos prolongados e migrações forçadas favorecem a rápida circulação de vírus letais em todo o mundo.

O relatório, intitulado “Um mundo em risco”, incentiva os líderes mundiais a atuar rapidamente diante da “ameaça de uma pandemia que se estenderá por todo o mundo”, e adverte, ao mesmo tempo que “um patógeno de rápida disseminação tem o potencial de matar dezenas de milhões de pessoas, desestabilizar economias e ameaçar a segurança nacional”. Além disso, lamenta que atualmente os esforços têm sido “extremamente insuficientes”.

O documento detalha uma lista de ameaças que poderiam gerar uma ou várias pandemias, desde novas infecções como os vírus do ebola, zika e nipah, ou cinco tipos de gripe; e doenças reincidentes, como o vírus do Nilo Ocidental, o sarampo, a mielite flácida aguda, a febre amarela, a dengue, a peste e a varíola humana. A resistência aos antibióticos também é um fator de risco. A OMS destacou ainda que a pobreza propicia e agrava qualquer surto infeccioso.  Além disso, as mudanças climáticas, a crescente urbanização e a falta de água tratada e de saneamento básico poderiam contribuir para o agravamento de uma pandemia.

De acordo com a OMS, uma pandemia nessas proporções na atualidade pode destruir 5% da economia global, além de colapsar muitos sistemas nacionais de saúde, atingindo as comunidades mais pobres. De acordo com o levantamento, entre 2011 e 2018 a OMS acompanhou 1.483 eventos epidêmicos em 172 países, de doenças como ebola, zika, SARS e febre amarela. No Brasil, foram detectadas no período epidemias de febre amarela, malária e Zika.

 


Fonte: EBC

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