TRABALHO

Os países com as piores e melhores condições de trabalho do mundo

As condições de trabalho no mundo apresentam contrastes gritantes. Segundo o relatório Global Rights Index, produzido pela Confederação Sindical Internacional, o Norte da África e Oriente Médio estão entre as regiões mais problemáticas. Há até mesmo nações onde grande parte das pessoas trabalha de forma análoga à escravidão. Enquanto isso, outros lugares apresentam cargas horárias baixas e salários altos. Confira abaixo os melhores e os piores lugares do mundo para se trabalhar:

Países com as piores condições de trabalho:

- Suazilândia

A Suazilândia, o menor país da África, é um lugar terrível para os trabalhadores. Eles enfrentam repressão, violência policial e ameaças de prisão. Lá os sindicatos são proibidos e as autoridades usam leis antiterrorismo para reprimir os líderes sindicais sob o pretexto de manter a segurança nacional.

- Guatemala

Os trabalhadores guatemaltecos também sofrem com muitos problemas. Seus líderes são alvos constantes de assassinatos e violência armada. Ao longo dos últimos 12 meses, líderes sindicais de setores como transporte urbano e comércio foram mortos.

- Egito

Os trabalhadores egípcios enfrentam a brutalidade policial, prisões em massa, sequestros e tentativas de assassinato. O país criminaliza a greve e penaliza quem se atreve a cruzar os braços por melhores condições trabalhistas.

- China

A China está na lista devido à precariedade das condições de trabalho e à falta de processos legais no país. Greves são ilegais e os trabalhadores envolvidos em protestos enfrentam ameaças e assédio tanto por parte dos empregadores quanto de funcionários do governo.

- Arábia Saudita

A Arábia Saudita emprega 8,3 milhões de migrantes. Eles somam entre 90 a 95% da força de trabalho do setor privado, mas são excluídos das leis trabalhistas. Além disso, muitos deles são submetidos a condições análogas à escravidão.

Países com as melhores condições de trabalho:

- Luxemburgo

Os cidadãos do Luxemburgo têm baixa taxa de desemprego, altos salários e uma taxa de criminalidade muito baixa, mas precisam lidar com um custo de vida elevado. O país oferece boas oportunidades em áreas como serviços bancários, construção, tecnologia da informação, engenharia, turismo e biotecnologia. A carga horária é de 8 horas por dia e 40 horas por semana. Cada empregado tem direito a 25 dias de férias, além dos 10 dias de feriados nacionais.

- Suíça

O país é conhecido por suas paisagens montanhosas de tirar o fôlego. Por isso, o turismo é uma de suas indústrias mais importantes. Outros setores que se destacam são os de maquinário, produtos químicos, relógios, têxteis, bancos e produtos farmacêuticos.A Suíça é um país bastante estável em relação a emprego. Mesmo crises na economia mundial tendem a não causar efeitos catastróficos no país. Os empregadores dos setores do comércio e da indústria preferem reduzir as horas de trabalho e tomar outras medidas até as crises passarem a demitir seus funcionários.

- Islândia

A Islândia tem população escassa. São apenas 335.878 pessoas espalhadas por uma área de 102.775 km².Suas principais atividades econômicas são o turismo, processamento de pescado, fundição de alumínio, energia geotérmica, energia hidrelétrica e produtos médicos/farmacêuticos. O país foi o  primeiro a criar uma lei de igualdade salarial entre homens e mulheres.

- Estados Unidos

Os Estados Unidos têm influência política, cultural e econômica internacional e respondem por 25% do PIB mundial. O país é conhecido como a terra das oportunidades. Por sua natureza liberal, os EUA buscam regulamentar as questões trabalhistas da forma menos intervencionista possível. A Lei de Padrões Justos de Trabalho define as principais questões referentes ao pagamento dos trabalhadores, como a remuneração mínima por hora de trabalho e as  horas extras.

- Holanda

O país dos moinhos é o que apresenta a menor jornada de trabalho do mundo, de 29 a 35 horas semanais. Além disso, é cada vez maior o número de holandeses que desempenham as atividades apenas de segunda a quinta-feira.

A jornada reduzida é uma tendência em alta, na última década. A carga horária flexível é acertada em contrato de trabalho e a remuneração é proporcional às horas trabalhadas. Já as horas extras, na maioria das vezes, são compensadas com folgas.

Fontes: HuffPost e The Balance Careers