DIA DOS NAMORADOS

Os romances que mudaram a história da humanidade

Alguns casos de amor extrapolam as relações cotidianas e afetam o mundo inteiro. São romances que realmente mudaram o curso da história da humanidade. Por isso, os relacionamentos entre esses casais nunca serão esquecidos:

Cleópatra e Marco Antônio

Cleópatra VII do Egito é frequentemente lembrada por seus lendários poderes de sedução e por suas alianças estratégias. Ainda assim, sua última parceria política e romântica - com o general romano Marco Antônio - causou a morte de ambos os amantes e derrubou a centenária dinastia ptolomaica a qual pertencia. 

Em 41 a.C., Marco Antônio assumiu a administração das províncias orientais de Roma e convocou Cleópatra para responder às acusações de que ela havia auxiliado inimigos do Império. Esperando atraí-lo como tinha feito com Júlio César, Cleópatra chegou em uma barcaça luxuosa, vestida como Vênus, a deusa romana do amor. Encantado, Marco Antônio a seguiu de volta a Alexandria, prometendo proteger o Egito e a coroa de Cleópatra. Depois disso, Marco Antônio voltou a Roma, onde passou a governar ao lado de Otaviano, sobrinho de César.

Quando Marco Antônio declarou que Cesarião, o filho de Cleópatra, era legítimo herdeiro de César, seu suposto pai, Otaviano se enfureceu. Ele afirmou que Antônio estava  sob o controle de Cleópatra e abandonaria Roma para fundar uma nova capital no Egito. Em 32 a.C. Otaviano declarou guerra a Cleópatra e em 31 a.C. suas forças trucidaram as de Antônio e Cleópatra na Batalha de Actium. 

No ano seguinte, Otaviano chegou a Alexandria e novamente derrotou Antônio. No rescaldo da batalha, Cleópatra se refugiou no mausoléu que ela encomendou para si mesma. Antônio, falsamente informado de que Cleópatra estava morta, apunhalou-se com a espada. Em 12 de agosto do ano 30 a.C., depois de enterrar Antônio e encontrar-se com o vitorioso Otaviano, Cleópatra fechou-se em seu quarto com duas de suas servas e se suicidou. Segundo seus desejos, o corpo de Cleópatra foi sepultado com o de Marco Antônio, deixando Otaviano (mais tarde imperador Augusto I) livre para celebrar sua conquista do Egito e consolidar seu poder em Roma.  

Shah Jahan e Mumtaz Mahal

Arjumand Bano Begum (1593 - 1631) era uma princesa persa muçulmana que, ao se casar com Shah Jahan, o quinto imperador mogol, passou a ser conhecida como Mumtaz Mahal que significa "a joia do palácio" em persa). O casamento deles foi marcado por um amor intenso. 

Os dois eram praticamente inseparáveis. Mumtaz Mahal acompanhava Shah Jahan em todas as suas viagens e expedições militares tornando-se sua principal conselheira e apoiadora. Ela o inspirou a praticar atos de caridade e benevolência para com os fracos e necessitados.

Ela morreu tragicamente ao dar à luz o 14º filho, quando acompanhava Jahan a uma campanha militar em Burhanpur. Sua morte devastou Jahan, deixando-o em alguns meses com aparência de idoso, já que seus cabelos e sua barba tornaram-se brancos como a neve. Jahan mandou construir um palácio sobre o túmulo da sua amada como uma homenagem póstuma. Chamado Taj Mahal, o monumento é feito em mármore branco, rodeado de grandes jardins e com belas decorações.

Uma lenda conta que, após a conclusão das obras do Taj Mahal, o imperador mandou cortar as mãos de todos aqueles que estiveram envolvidos para que, assim, nunca pudessem fazer nada mais bonito que aquele monumento. Situado em em Agra, na Índia, é considerado por alguns como a maior prova de amor já feita pelo homem.

Henrique VIII e Ana Bolena

Embora os historiadores reconheçam que uma combinação de fatores transformou a Inglaterra em uma nação protestante, a paixão passageira, porém intensa, de Henry VIII por uma jovem carismática chamada Ana Bolena, claramente teve uma participação nela. Em 1525, o monarca de meia-idade se cansou de sua primeira esposa, a devota católica e imensamente popular Catarina de Aragão, que falhou em lhe dar um herdeiro homem. Sua atenção se desviou para em Ana, uma bela dama de companhia cujo pai era um ambicioso cavaleiro e diplomata. 

Ao contrário de sua irmã Mary, uma de suas conquistas anteriores, Ana desprezou as propostas do rei e se recusou a ser seduzida sem uma promessa de matrimônio. Em 1527, Henrique teve recusado pelo papa Clemente VII seu pedido para a anulação de seu casamento com Catarina. Encorajado por conselheiros críticos do papado, casou-se secretamente com Ana em 1533, rompendo com a Igreja Católica Romana e nomeando-se chefe da Igreja Anglicana pouco depois.

O encanto de Henry com sua segunda rainha rapidamente começou a se deteriorar, especialmente porque ela também se mostrou incapaz de lhe dar o herdeiro homem que ele desejava desesperadamente. Em 1536, o rei mandou que Ana fosse presa e decapitada sob acusações falsas de bruxaria, incesto e adultério. Ele se casou com Jane Seymour, a terceira de suas seis esposas, 11 dias depois.

Pierre e Marie Curie

Quando Marie Sklodowska se casou com Pierre Curie em 1895, o casal embarcou em uma parceria extraordinária que lhes daria renome internacional e influenciaria gerações de cientistas. Nascida em Varsóvia, na Polônia, em 1867, a brilhante Marie formou-se em ciências físicas e matemática na Sorbonne, em Paris. Em 1894 ela conheceu Pierre Curie, um famoso físico e químico francês oito anos mais velho que ela. 

O interesse pela ciência uniu o casal, que se casou um ano depois. Procurando por um assunto para sua tese de doutorado e intrigado com a descoberta acidental da radioatividade do físico Henri Becquerel em 1896, Marie Curie começou a estudar raios de urânio. Logo, Pierre se juntou a ela em sua pesquisa. Em 1898, um ano após a chegada de sua filha Irène, os Curie descobriram o polônio - nomeado em homenagem à terra natal de Marie - e o rádio. Em 1902, eles conseguiram isolar com sucesso os sais de rádio radioativo. No ano seguinte, o casal dividiu o Prêmio Nobel de Física com Becquerel por seu trabalho inovador em radioatividade.

Pierre morreu em 1906, em um acidente em uma rua de Paris. Embora devastada, Marie prometeu continuar o trabalho do marido e foi nomeada para o lugar dele na Sorbonne, tornando-se a primeira mulher a se tornar professora da universidade. Ela morreu em 1934 de leucemia causada por quatro décadas de exposição a substâncias radioativas.

Masters e Johnson

William Masters e Virginia Johnson foram pioneiros nas pesquisas sobre a sexualidade humana. Na fase inicial de seus estudos, entre 1957 e 1965, eles registraram alguns dos primeiros dados de laboratório sobre a anatomia e fisiologia do sexo. 

Os dois se conheceram em 1957, quando Masters contratou Johnson como assistente de pesquisa para realizar um estudo abrangente sobre sexualidade humana. Como parte do seu trabalho, eles monitoravam os impulsos elétricos de voluntários que praticavam sexo em seu laboratório. Suas descobertas, particularmente sobre a natureza da excitação sexual e do orgasmo feminino, dissiparam muitos equívocos de longa data sobre o assunto. 

Eventualmente, os dois se tornaram amantes. Masters se divorciou da primeira esposa e se casou com Johnson em 1971. Os dois se separaram em 1993. Ao analisar o sexo pelo ângulo da saúde e bem-estar pessoal, o casal ajudou com que o tema deixasse de ser tabu. Suas pesquisas revolucionaram a abordagem clínica no tratamento de problemas sexuais.


Fonte: History.com

Imagens: Wikimedia Commons e University Libraries/Department of Rare Books, Special Collections, and Preservation, via University of Rochester (Masters e Johnson)