PANDEMIA

Países europeus criaram planos econômicos contra a Peste a partir da Idade Média

Além de devastar boa parte da Europa em diferentes ocasiões, as pandemias de peste bubônica também causaram graves crises econômicas no continente. Tanto a Peste Negra (1347-51) quanto a Grande Praga de Londres (1665-66) e a Praga de Marselha (1720) mexeram com as finanças governamentais e pessoais. Para tentar conter os estragos, autoridades de diversos países tiveram que criar planos econômicos emergenciais para enfrentar os prejuízos provocados pela doença. 

Durante a Peste Negra, o governo inglês teve que agir para proteger o ganha-pão da população. Em 1349, foi emitida a Portaria dos Trabalhadores, que determinava que homens e mulheres saudáveis recebessem salários equivalentes aos da época anterior à pandemia. Nos séculos seguintes, a doença voltaria a assombrar o país, obrigando que novas medidas econômicas fossem tomadas.

A Ordem da Praga de 1578, emitida pela rainha Elizabeth I, implementou uma série de medidas econômicas para auxiliar os infectados e suas famílias. Uma outra iniciativa do governo garantiu que as pessoas infectadas não deixassem suas casas para comer ou trabalhar. Também foram construídos hospitais para abrigar os doentes e proteger as pessoas saudáveis.

Entre 1720 e 1722, uma grande praga atingiu Marselha, no sul da França, matando cerca de 100 mil pessoas. A princípio, as autoridades locais minimizaram o perigo da doença na tentativa de preservar a economia local. Somente dois meses após o início da pandemia é que a cidade entrou em quarentena. Com atraso, o governo francês criou um plano centralizado para administrar a crise. Foram instituídas medidas sanitárias, econômicas e sociais para enfrentar a situação.  


Fontes: The Conversation e Washington Post 

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