PANDEMIA

As piores pandemias que atingiram o Império Romano

O Império Romano sofreu com diversos surtos de doenças durante sua história. De acordo com o historiador Kyle Harper, o primeiro contágio maciço da história que poderia ser considerado uma pandemia ocorreu entre 165 e 180 d.C: a peste antonina. A enfermidade pode ter matado o imperador Lúcio Vero, que morreu em 169, e foi corregente de Marco Aurélio Antonino, cujo nome de família se associou à epidemia.

Segundo os relatos do médico Galeno, a peste chegou a Roma em 166, quando começaram a surgir casos de febre e vômito, seguidos de tosse, úlceras na garganta e erupção cutânea. O estudo de Harper revela que a doença se originou na África e de lá chegou à Europa através do Mar Vermelho. Ninguém sabe ao certo qual doença estava por trás dessa pandemia, mas historiadores suspeitam que tenha sido varíola  ou sarampo. Estima-se que a praga antonina  tenha matado cerca de 5 milhões de pessoas.

Por volta do ano 248, uma nova pandemia chegou a Roma: a Peste de Cipriano, batizada com o nome do bispo de Cartago, que registrou a devastação causada pela doença durante cerca de 15 anos. Segundo o seu relato, a peste "afligiu cidades e vilarejos e destruiu tudo o que restava da humanidade, nenhuma praga anterior semeou tanta destruição da vida humana". De 250 até 266, acredita-se que cinco mil pessoas morriam por dia em Roma. O que causou a peste pode ter sido a varíola, gripe ou um vírus semelhante ao ebola.

Uma terceira pandemia abalou Roma por volta de 541, a praga de Justiniano, ocorrida na época em que o Império Romano do Oriente (ou Império Bizantino) era governado por Justiniano I . A enfermidade atingiu a região e, especialmente, sua capital, Constantinopla. A doença foi causada pela peste bubônica, trazida por ratos que viajavam nos navios mercantes que circulavam pelo Mediterrâneo. Os roedores estavam infestados de pulgas contaminadas pela peste.


Fonte: La Vanguardia

Imagem: Josse Lieferinxe/Walters Art Museum, via Wikimedia Commons