CURIOSIDADES

Quando o amor vence: os nobres que abdicaram da realeza para seguir o coração

Recentemente, o príncipe Harry e sua esposa Meghan Markle surpreenderam o mundo ao anunciar que renunciaram às suas funções oficiais como membros da família real britânica. Em um comunicado, o casal afirmou que planeja trabalhar para tornar-se "financeiramente independente".  O Palácio de Buckingham anunciou que eles não irão mais representar oficialmente a rainha Elizabeth II e perderão o direito aos títulos de "sua alteza real".  Além disso, o casal também deixará de ser sustentado por dinheiro público. Essa não foi a primeira vez que nobres deixaram a realeza de lado motivados por amor. Confira abaixo outros casos que surpreenderam o mundo:

Rei Eduardo VIII 

Depois de reinar por menos de um ano, Eduardo VIII se tornou o primeiro monarca inglês a abdicar voluntariamente do trono. Ele escolheu abdicar depois que o governo britânico, o público e a Igreja da Inglaterra condenaram sua decisão de se casar com a divorciada Wallis Warfield Simpson, nascida nos Estados Unidos. Na noite de 11 de dezembro de 1936, ele fez um comunicado no rádio explicando a situação: "Considero impossível suportar o pesado fardo da responsabilidade de cumprir meus deveres como rei, como gostaria de fazer, sem a ajuda e apoio da mulher que amo". Em 12 de dezembro, seu irmão mais novo, o duque de York, foi proclamado rei George VI. Ele foi sucedido no trono em 1952 por sua filha, Elizabeth II.

Príncipe Philip da Inglaterra

O príncipe Philip Mountbatten, marido da Rainha Elizabeth II e bisavô de Harry, era herdeiro dos tronos da Grécia e da Dinamarca. Ele se naturalizou inglês e renunciou a esses privilégios para se casar em 1947 com a futura monarca da Inglaterra. Depois do casamento, adotou o título de Duque de Edimburgo. Na prática, ele apenas deixou uma família real para se juntar a outra. 

Mohamed V de Kelantan

Em  junho de 2018, o sultão Mohamed V de Kelantan, rei da Malásia, se casou com a ex-modelo russa Rihana Oksana Voevodina, mas a família real do país não aceitou a união. Em janeiro de 2019, o nobre abdicou oficialmente ao trono. O caso provocou escândalo na Malásia, principalmente depois que um suposto vídeo erótico de Voevodina vazou. O casal acabou se divorciando após um ano de união, poucos meses depois do nascimento de seu filho.

Princesas japonesas

Quatro princesas japonesas abandonaram a realeza por amor. A primeira foi a princesa Atsuko, filha do imperador japonês Hirohito, que casou-se com um fazendeiro chamado Takamas Ikda em outubro de 1952, aos 21 anos. Em 2005, a princesa Sayako, única filha do imperador japonês Akihito e da imperatriz Michiko, desistiu de seu título pelo amor de um arquiteto, Yoshiki Kuroda. Em 2018, a princesa Ayako, filha da princesa Hisako e do príncipe Takamado, casou-se com Kei Moriya, um funcionário de uma empresa de transportes. Assim como outros membros da realeza em situações parecidas, ela foi forçada a desistir de seus títulos. A Princesa Mako, que está atualmente noiva do plebeu Kei Komuro, também deve abdicar por causa do casamento.

Príncipes suecos

Em fevereiro de 1946, Carl Johan, príncipe da Suécia, apaixonou-se pela jornalista Kerstin Wijkmark e renunciou ao seu título real para casar com ela. Ao menos outros quatro príncipes suecos trilharam o mesmo caminho, como o príncipe Sigvard, que deixou a linha sucessória ao se casar com uma plebeia em 1934. Lennart Bernadotte, primo de Sigvard já havia perdido o título pelo mesmo motivo em 1932. 

Príncipe Friso 

O príncipe Friso, filho da rainha Beatrix da Holanda, jogou seu título para o alto para se casar com seu amor, Mabel Wisse Smit. Ele foi removido da linha de sucessão quando se casou em 2004. O príncipe morreu em 2012 após sofrer um acidente de esqui na Áustria.

Princesa Ubolratana Rajakanya 

A princesa tailandesa Ubolratana Rajakanya foi para a faculdade nos Estados Unidos em 1972, onde conheceu e se apaixonou por Peter Ladd Jensen, cidadão daquele país. Depois de se casar, ela foi imediatamente banida da família real da Tailândia. 


Fontes: South China Morning Post, Business Insider e Máxima

Imagens: Mark Jones; National Media Museum; e Governo da Tailândia, via Wikimedia Commons