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"Quimera": os controversos embriões suínos com células humanas

Questões éticas ainda impedem a criaçao de seres híbridos! 

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Na mitologia grega, quimera é um monstro  que tinha cabeça de leão, corpo de cabra e cauda de dragão. As quimeras modernas são embriões suínos que possuem células humanas, desenvolvidos por cientistas do Instituto Salk de Estudos Biológicos, na Califórnia.

Esses embriões são o primeiro passo em direção ao objetivo de criar órgãos humanos transplantáveis, gerando-os em animais de anatomia, fisiologia e tamanho similares aos humanos. No entanto, o cumprimento da meta continua ainda muito distante.

No processo, é injetado apenas 0,001% de células-tronco humanas nos embriões. Em seguida, elas são implantadas no útero de uma fêmea suína. Lá, as células evoluem por, no máximo, quatro semanas, quando o crescimento é suspenso por questões éticas.

Os cientistas do Instituto Salk já demonstraram que é possível desenvolver órgãos funcionais de uma espécie em outra - tanto que conseguiram criar pâncreas, olhos e um coração de rato no embrião de um camundongo. No entanto, o maior debate apresentado continua sendo o de seu caráter moral, já que criar seres híbridos “animais-humanos” significa uma preocupação importante para a sociedade.

O líder da pesquisa, o professor Juan Carlos Izpisua Belmonte, afirmou que a ciência não deve fazer tudo o que é capaz, mas que é o papel da sociedade determinar esse limite.


Fonte: BBC
Imagem: Salk Institute