SEGUNDA GUERRA MUNDIAL

Relatório secreto sobre Hitler apontava distúrbios psiquiátricos do líder nazista

Em 1943, em plena Segunda Guerra Mundial, os Aliados buscavam uma forma de derrotar o Terceiro Reich, que assolava a Europa desde 1939. Eles tiveram a ideia de estudar a psique de Adolf Hitler e descobrir seus pontos fracos. Assim, o Escritório de Serviços Estratégicos dos Estados Unidos, precursor da atual CIA, mandou elaborar um perfil psiquiátrico do Führer.

Quem ficou encarregado da função foi um psiquiatra da Universidade de Harvard, Henry Murray, que, em seu relatório de 250 páginas, afirmou que Hitler sofria de neurose, esquizofrenia, histeria e paranoia, e o descrevia como uma pessoa rancorosa e compulsiva., além de pouco tolerante a críticas, com grande confiança em si mesmo e altamente perseverante frente à derrota. “Ele apresenta uma forte compulsão em sacrificar-se a si mesmo e toda a Alemanha, levando toda a Europa com ele ao abismo”.

Murray inclusive previu que, se Hitler fosse se suicidar, o faria com um tiro na cabeça. Além disso, afirmou que o Führer era um masoquista passivo com tendências homossexuais reprimidas. Um ano antes das afirmações de Murray, Joseph MacCurdy, professor de Cambridge, determinou que Hitler tinha um complexo de Messias e que havia caído em uma rede de delírios religiosos. Para o Führer, os judeus refletiam a encarnação do mal, enquanto ele era a encarnação do espírito do bem.


Fonte: Independent 

Imagem: Arquivo Nacional do Canadá/Reprodução