CIVILIZAÇÕES PRÉ-COLOMBIANAS

Ruínas de cidade maia perdida são descobertas em fazenda de gado no México

Arqueólogos encontraram em uma fazenda de gado no México as ruínas de uma antiga cidade perdida do povo maia. Os pesquisadores acreditam que se trata da capital do reino de Sak Tz'i', localizado onde hoje fica o estado de Chiapas. Estima-se que a cidade milenar tenha sido fundada por volta do ano 750 a.C.

Entre os achados, estão restos de pirâmides, de um palácio real e de uma quadra usada para praticar algum tipo de jogo de bola. Além disso, também foram encontradas inscrições importantes que descrevem rituais, batalhas, uma serpente aquática mítica e a dança de um deus da chuva. Não se sabe ao certo porque a cidade chama-se Sak Tz'i', que significa "cachorro branco".

Os acadêmicos procuram evidências de Sak Tz'i' desde 1994, quando identificaram referências ao reino em inscrições encontradas em outras escavações de sítios arqueológicos maias. O local também é mencionado em esculturas abrigadas em museus ao redor do mundo. O reino era relativamente pequeno, abrangendo a região que hoje se situa na fronteira entre México e Guatemala. 

De acordo com os especialistas, os habitantes de Sak Tz'i' eram agricultores que cultivavam uma grande variedade de plantas, além de produzir ferramentas de cerâmica e pedra. Durante as escavações, os pesquisadores das universidades Brandeis e Brown (EUA) descobriram as ruínas do que provavelmente era o mercado da cidade para onde esses produtos eram trazidos para serem vendidos. Os moradores do reino também assistiam a jogos cerimoniais, nos quais os praticantes jogavam uma bola de borracha sólida com seus quadris e ombros, saltando para frente e para trás em um campo estreito.

Segundo os arqueólogos, Sak Tz'i' não estava entre os mais poderosos reinos maias, e suas ruínas são modestas em comparação com os locais mais conhecidos de Chichen Itza e Palenque. Mas o antropólogo Charles Golden, da Universidade Brandeis, nos Estados Unidos, diz que a descoberta é um grande avanço para a compreensão da política e cultura dos maias. 


Fontes: IFLScience e Universidade Brandeis

Imagens: Charles Golden/Universidade Brandeis/Reprodução