PRISÕES

Saiba quais as piores prisões do mundo e por que

Como diria o renomado historiador e filósofo francês Michel Foucault, as prisões na nossa sociedade podem ser classificadas como “instituições de sequestro”. Tratam-se de locais em que indivíduos são retirados do seu espaço social e têm suas vidas delimitadas a uma determinada área física, submetidos a condutas disciplinares. No caso das prisões, ali estão pessoas que cometeram crimes e foram retiradas do convívio social. Contudo, como deve ser a vida de um detento? E quem é preso político ou fica encarcerado sem julgamento ou qualquer tipo de assistência?

Confira abaixo prisões que desafiam algumas destas perguntas e podem ser consideradas entre as piores do mundo:

Penitenciária do Estado da Louisiana (EUA): 23 horas trancafiado por dia

Também conhecida como Angola, Alcatraz do Sul e A Fazenda, a penitenciária do Estado da Louisiana é a maior prisão de segurança máxima dos Estados Unidos. Abriga em torno de 6.300 detentos. Destes, 1,6% está no corredor da morte. Quem é condenado à morte, fica trancafiado durante 23 horas por dia.

Fora isso, 71% dos detentos cumprem prisão perpétua. Ali, os presos realizam duros trabalhos e também já houve denúncias de que alguns deles são “escravos sexuais”, submetidos a estupros. As únicas maneiras de sair dessa escravidão sexual são o suicídio, fuga ou assassinato do algoz.

 

Bang Kwang (Tailândia): correntes nas pernas 

Apelidado ironicamente de Bangkok Hilton, a Prisão Central Bang Kwang, na Tailândia, é uma das mais infames do mundo. Em geral, cada prisioneiro passa em média 25 anos encarcerado. Além da superlotação e da falta de infraestrutura para os internos, ali também ocorre um grande número de execuções - em torno de 10% dos internos estão no corredor da morte. Muitos dos que serão executados passam o tempo na cadeia com correntes.

 

Guantánamo (Cuba): presos sem direito à defesa

Definitivamente, a prisão de Guantánamo é uma das mais controversas do mundo. Localizada em Cuba, mas administrada por militares norte-americanos, ali são mantidos supostos terroristas e inimigos de guerra dos Estados Unidos. O local já foi alvo de acusações de violações dos direitos humanos, como torturas e prisão de suspeitos sem direito a um julgamento ou defesa.

 

Tadmor (Síria): no meio do deserto em meio a uma guerra civil

Imagine estar preso na Síria, um país instável politicamente e em meio a uma guerra civil. Localizada no meio do deserto, a prisão de Tadmor é conhecida por suas duras condições, violações graves dos direitos humanos, torturas e execuções sumárias. Ali estão tanto presos que cometeram crimes comuns, como outros detidos por razões políticas. A prisão foi fechada em 2001, mas reaberta em 2011. O pior incidente que se tem notícia no local aconteceu quando Rifaat al-Assad, tio do atual presidente da Síria Bashar al-Assad, enviou forças de seguranças à prisão culminando na morte de aproximadamente mil detentos.

 

Gitarama (Ruanda): amputações e doenças

A Prisão Geral de Gitarama, em Ruanda, na África, apresenta condições que estão muito longe de oferecer dignidade a um ser humano. É, provavelmente, a mais superlotada do mundo: abriga em torno de 6 mil prisioneiros, quando deveria, no máximo, receber 500 pessoas. Muitos morrem por conta da falta de higiene e doenças. O chão é úmido e cheio de fezes. Por conta disso, os pés são atacados por doenças e, geralmente, amputados. A maioria dos presos está ali por crime de genocídio, já que o país passou por uma grande guerra nos anos 90. Muitos detentos não passaram por julgamento.

 

Prisão da Ilha Petak (Rússia): isolados por 25 anos

A vida de quem vai parar na prisão da Ilha Petak, na Rússia, é um verdadeiro desafio à existência humana. Trata-se da prisão mais isolada do país, localizada no meio de um lago de uma remota região russa. Todos os presos que ali são de alta periculosidade e foram condenados a sentenças de, ao menos, 25 anos. Eles ficam 22 horas por dia trancafiados com seu companheiro. Encomendas e visitas ocorrem apenas duas vezes por ano nos primeiros 10 anos. Depois, isso pode aumentar um pouco, mas por conta do isolamento da cadeia, raramente algum detento segue recebendo visitas depois deste período.

 

Campo 22 (Coreia do Norte): fome e execuções

O Campo 22 fica na Coreia do Norte e pouco se sabe sobre a quantidade de presos e suas condições. Acredita-se que a maioria das prisões ocorre por fatores políticos em oposição ao regime fechado do país. Alguns relatos indicam que homens, mulheres e até crianças estão presos, sob condições que violam os direitos humanos, com presos mortos por fome, espancamentos e execuções.

 

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Fontes:The TelegraphAkorra