MULHERES CIENTISTAS

Sede da NASA é rebatizada em homenagem à primeira engenheira negra da agência

A NASA anunciou que sua sede em Washington será rebatizada em homenagem à Mary Winston Jackson (1921–2005), primeira engenheira negra a atuar na agência. Na década de 1950, ela superou as barreiras da segregação racial e preconceito de gênero para se tornar uma profissional respeitada na sua área. Durante quase duas décadas, ela foi autora de diversos estudos envolvendo engenharia aeroespacial.

“Mary W. Jackson fez parte de um grupo de mulheres muito importantes que ajudaram a NASA a colocar astronautas dos EUA no espaço. Mary nunca aceitou o status quo, ajudando a romper barreiras e abrir oportunidades para afro-americanos e mulheres no campo da engenharia e tecnologia ”, disse Jim Bridenstine, administrador da agência espacial.

Em 1951, Jackson foi recrutada pelo Comitê Consultivo Nacional de Aeronáutica, órgão que antecedeu a NASA. Trabalhando como matemática na Unidade de Computação da Área Oeste, um departamento segregado, ela ficou conhecida como um dos "computadores humanos" da agência. Devido ao seu desempenho excepcional, seu supervisor sugeriu que ela participasse de um programa de treinamento para que pudesse ser promovida ao posto de engenheira. Como as aulas eram ministradas em uma instituição de ensino que também era segregada, Jackson precisou de permissão especial para se juntar aos colegas brancos na sala de aula. 

Jackson completou o curso, foi promovida e, em 1958, tornou-se a primeira engenheira negra da NASA. Em 1979, ela ingressou no Programa Federal das Mulheres de Langley, onde trabalhou na contratação e promoção de jovens matemáticas, engenheiras e cientistas. Mary se aposentou de Langley em 1985 e morreu 20 anos depois.

O trabalho realizado na Unidade de Computação da Área Oeste ficou mais conhecido após a publicação do livro "Estrelas Além do Tempo", de Margot Lee Shetterly. A obra contava  a história das “figuras escondidas”, cientistas negras que ajudaram os EUA a vencerem a corrida espacial. Em 2016, o livro foi adaptado para o cinema. No filme, Jackson foi interpretada pela atriz e cantora Janelle Monáe.


Fonte: NASA

Imagem: NASA/Divulgação