ESPAÇO

Sexo no espaço: pesquisadores questionam silêncio da NASA e sugerem uso de robôs

Em 1992, dois astronautas do ônibus espacial Endeavour se casaram de forma secreta semanas antes da missão espacial para a qual haviam sido treinados durante um ano. As autoridades da NASA não viram o casamento com bons olhos, mas também não suspenderam a missão. Naquela época, não havia um protocolo de comportamento acerca das relações íntimas de seus astronautas. A partir desse acontecimento, a NASA modificou suas políticas de relacionamento entre os astronautas que viajam ao espaço. Agora, pesquisadores discutem a questão do sexo no espaço e cobram um posicionamento da agência espacial sobre o assunto.

O tema da sexualidade no espaço será ainda mais importante quando se popularizarem as viagens espaciais turísticas e comerciais, o que supõe-se que deverá acontecer nos próximos anos. Em um novo artigo, os pesquisadores canadenses Simon Dube e Dave Anctil defendem que as relações íntimas dos futuros tripulantes de naves espaciais, tanto em viagens científicas como turísticas, são um assunto que deve ser planejado com antecedência, para prevenir acidentes no interior das naves e garantir o sucesso das missões espaciais. "Os astronautas, apesar de seu treinamento rigoroso, continuam sendo humanos com necessidades específicas", dizem os autores.

Os autores do artigo também questionam o silêncio da NASA sobre o assunto. "Nós não estudamos a sexualidade no espaço e não temos nenhuma pesquisa sobre o assunto", disse no passado Bill Jeffs, porta-voz da agência espacial.  Mas qual seria a solução adequada para esse tema delicado? Dube e Anctil acreditam que a resposta pode estar na tecnologia do sexo. "Como pesquisadores que exploram interações eróticas homem-máquina, estamos interessados em suas implicações e possíveis aplicações para o bem-estar humano - mesmo fora de nosso planeta natal", diz um trecho do artigo.

Então, para satisfazer as necessidades dos viajantes espaciais, os pesquisadores propõem o uso de robôs sexuais, ou “erobots”. Esses robôs ofereceriam a oportunidade de ter relações sexuais no espaço, adaptando-se às necessidades específicas de cada usuário, representando uma solução prática para os humanos nos novos tempos da exploração espacial.  "Eles poderiam ajudar com as inevitáveis ansiedades geradas pela solidão. Também poderiam atuar como parceiros românticos substitutos, oferecer alternativas sexuais e reduzir os riscos associados ao sexo humano", defendem.  "Devemos abandonar nossos tabus relacionados à tecnologia e à sexualidade enquanto nos encaminhamos para a explorar fronteira final", complementam.


Fonte: Independent 

Imagem: Shutterstock.com