RADIOATIVIDADE

Submarino nuclear soviético naufragado emite radiação milhares de vezes maior que o normal

A 160 quilômetros da Ilha do Urso, na Noruega, jaz uma relíquia perigosa da época da Guerra Fria: um submarino soviético, naufragado desde 1989, que emite uma radiação milhares de vezes maior que o normal. Em 1990 e 2007, cientistas russos identificaram níveis baixos de radiação ao redor do submarino, mas um novo relatório feito por cientistas noruegueses revelou números mais elevados.

O submarino nuclear é o K-278 Komsomolets, que naufragou em águas norueguesas por conta de um incêndio na sala de máquinas. A Autoridade de Radiação e Segurança Nuclear da Noruega disse que o reator nuclear que movia a embarcação foi desativado rapidamente quando o fogo começou. O acidente provocou a morte de 42 tripulantes. Outros 27 marinheiros sobreviveram.

De acordo com o Instituto de Pesquisa Marítima da Noruega (IMR, na sigla em inglês), várias amostras recolhidas ao redor de um duto de ventilação do submarino contêm níveis muito mais altos de césio radioativo do que o esperado. O índice mais alto medido em uma dessas amostras foi 800 mil vezes maior que o normal. No entanto, outras amostras do mesmo duto não continham valores elevados.

Apesar de os números parecerem impressionantes, Hilde Elise Heldal, do IMR, assegura que a radiação emitida pelo submarino não oferece grande perigo. Mas, mesmo com risco baixo de contaminação, os pesquisadroes acreditam que é vital continuar monitorando a única fonte conhecida de poluição radioativa em águas norueguesas.

O acidente com o K-278 Komsomolets aconteceu três anos depois da tragédia de Chernobyl. Além do reator nuclear, o submarino também carregava dois torpedos nucleares, cada um armado com uma ogiva de três quilos de Plutônio 239. Confira abaixo imagens do submarino naufragado:


Fontes: BBC e IMR

Imagem: IMR/Reprodução