PANDEMIA

Surto de coronavírus causou redução drástica da poluição na China

Cientistas da NASA e da Agência Espacial Europeia revelaram dados surpreendentes sobre a diminuição da poluição na China durante o surto de coronavírus. As imagens de satélites registradas em janeiro e fevereiro deste ano mostram uma redução drástica na emissão de gases nocivos para o meio ambiente no país em relação ao mesmo período do ano passado. De acordo com cálculos do Centro de Pesquisa sobre Energia e Ar Limpo de Helsinque, na Finlândia, houve uma redução de 25% nas emissões de carbono chinesas durante o início de 2020 em comparação com os primeiros meses de 2019.

O dióxido de nitrogênio é um dos gases mais contaminantes emitidos pelas fábricas, centrais elétricas e a indústria automotiva chinesa, sendo a principal causa de problemas respiratórios na população e da mudança climática. Embora essa queda nas emissões de gases tenha ocorrido em conjunto com as celebrações do Ano Novo Lunar na China, os pesquisadores não acreditam que esse evento esteja diretamente envolvido na diminuição da poluição.

Os primeiros casos de coronavírus, em dezembro de 2019, levaram ao fechamento de fábricas e comércio pelo governo, que, por sua vez, decretou quarentena em todo o país e cancelou os voos internacionais. Essas medidas de emergência diminuíram drasticamente a atividade econômica nas províncias afetadas pelo vírus e, assim, impulsionaram uma notável melhoria na qualidade do ar do gigante asiático.

Segundo os cientistas da NASA, a redução da poluição por dióxido de nitrogênio inicialmente aconteceu na região perto de Wuhan, mas acabou se espalhando por todo o país. "É a primeira vez que vejo uma queda tão drástica em uma área tão ampla provocada por um evento específico", disse Fei Liu, pesquisadora de qualidade do ar do Goddard Space Flight Center da NASA.


Fontes: BBC e Chicago Tribune

Imagem: Shutterstock.com e NASA