ISRAEL

Tamareiras brotam de sementes de 2 mil anos achadas no palácio do rei bíblico Herodes

Cientistas conseguiram fazer brotar seis tamareiras a partir de sementes de dois mil anos de idade em Israel. As sementes foram encontradas em seis sítios arqueológicos entre 1963 e 1991. Entre esses locais, estão as ruínas de um palácio construído pelo rei Herodes, figura bíblica que, segundo a Bíblia, ordenou o massacre de todos os meninos com menos de dois anos na região de Belém na época do nascimento de Jesus Cristo.

Acredita-se que essas sejam as sementes mais antigas já cultivadas naturalmente no mundo. De acordo com registros históricos, o Reino da Judeia era conhecido por suas tâmaras grandes e doces que eram exportadas para todo o Império Romano. Segundo Sarah Sallon, líder do estudo e diretora do Centro de Pesquisa em Medicina Natural Louis L. Borick, essas frutas eram extremamente valorizadas, sendo até mesmo oferecidas como presente de aniversário aos imperadores romanos.

De acordo com Sallon, as últimas plantações de tamareiras da Judeia foram dizimadas por volta do século XIX. A variedade usada no estudo era considerada extinta. Para cultivar as plantas, os pesquisadores colocaram 33 sementes antigas na água por 24 horas e as trataram com hormônios e fertilizantes orgânicos. Após descartar uma semente danificada, plantaram o restante em vasos e usaram água dessalinizada enriquecida com ferro e fertilizante para regá-las. Ao todo, seis das sementes acabaram brotando.

Segundo os cientistas o baixo índice de chuva e umidade ao redor do Mar Morto, que fica próximo de onde as sementes foram encontradas, pode ser uma das razões para sua durabilidade. As tamareiras que brotaram foram todas batizadas com nomes bíblicos: Adão, Jonas, Uriel, Boaz, Judite e Hannah. As duas últimas, sendo plantas fêmeas, podem um dia frutificar. 


Fontes: CNN e IFLScience

Imagens: Shutterstock.com e Sarah Sallon, Emira Cherif, Nathalie Chabrillange, Elaine Solowey, Muriel Gros-Balthazard, Sarah Ivorra, Jean-Frédéric Terral, Markus Egli eFrédérique Aberlen/Science Advances/CC BY-NC 4.0